Unir a nação e derrotar o fascismo

Foto: Reprodução X/@antifagalo

O sequestro do presidente da Venezuela, com o assassinato de mais de uma centena de venezuelanos, o anúncio da anexação da Groenlândia, a ameaça de invasão da Colômbia são algumas das manifestações da excitação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que vem se juntar ao delírio do tarifaço de 50%, já suspenso, sobre as exportações brasileiras.

Na verdade, é a compulsão crua e nua de submeter as nações da periferia do império para, desta forma, superexplorar a classe operária e os trabalhadores rurais, rapinar as riquezas naturais e sufocar seu desenvolvimento.

O que, há 300 anos, revolucionou a produtividade em mais de 700% hoje emperra o desenvolvimento das forças produtivas em todos os cantos, engorda os parasitas e espalha morte e miséria onde consegue chegar com seus tentáculos.

Nenhuma nação no mundo está tão sufocada pelo capital estrangeiro quanto o Brasil. O neoliberalismo, através dos juros praticados nos últimos anos, desviou da produção para o capital financeiro trilhões de reais. O salário mínimo é menor que o do Paraguai. A decadência da dominação imperialista demoliu a indústria nacional, que caiu de 30% do PIB para 10%.

A luta pela libertação nacional fermenta no mundo inteiro. No Brasil, com as eleições de 2026, já toma as ruas. Será discutida, inevitavelmente, a retomada do desenvolvimento nacional com Lula contra o bolsonarismo, os capachos dos americanos que levam a bandeira dos Estados Unidos para manifestações e batem continência para Trump.

Será uma luta de vida ou morte para a nação brasileira. Mas, ao ser travada no nosso terreno, com a nossa política, com a frente ampla, teremos, de novo, a oportunidade de ouro da reindustrialização do país, baseada no investimento público e no fortalecimento do mercado interno.

As ações desesperadas do imperialismo senil e decadente são o estopim da consciência nacional. O contraponto da China e da Rússia no cenário internacional abre uma tremenda brecha para o desenvolvimento autônomo e soberano das nações e, por último, as dimensões continentais do Brasil, suas imensas riquezas naturais e a miscigenação de seu povo, criam as condições para a nossa vitória.

CARLOS PEREIRA

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