Resultado do volume de vendas do comércio varejista no mês veio após queda de 0,4% em dezembro
A Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) elaborada pelo IBGE calculou que as vendas do setor, no mês de janeiro, tiveram uma variação de 0,4% sobre dezembro de 2025, na série com ajuste sazonal, quando no último mês do ano a queda foi de menos 0,4%. A PMC foi divulgada nesta quarta-feira (11).
Em relação ao mês de janeiro de 2025, as vendas do comércio varejista apresentam uma variação de 2,8%. Em 12 meses, que permite uma avalição mais completa do comportamento das vendas, o setor registra módica expansão de 1,6%.
Durante o ano de 2025, o comércio varejista sofreu as consequências das elevadas taxas de juros impostas pelo Banco Central, inibindo o consumo e elevando a inadimplência das famílias.
Em janeiro de 2025, o setor ficou estagnado (0,0%), em fevereiro e março registrou altas de +0,6% e +0,7%, respectivamente, e voltou a cair em abril (-0,3%). Em junho, as vendas voltaram a ficar zeradas (0,0%), em agosto sobem +0,2% e em setembro voltam a cair (-0,1%). Em outubro (+0,5%) e novembro (+1,0%), as vendas crescem impulsionadas por promoções, impulsionadas pela Black Friday, antecipando as festas do fim de ano, mas encerram o ano no vermelho.
A média móvel do trimestre encerrado em janeiro, que indica a tendência de comportamento do comércio nos últimos meses, reflete alta de 0,3% na comparação com os três meses terminados em dezembro de 2025.
“Esse desempenho, de variação próximo à estabilidade e patamar alto a médio e longo prazos, tem como protagonista a atividade farmacêutica, que, à exceção do mês de dezembro, tem apresentado crescimento constante na série da margem desde julho de 2025, registrando em janeiro a maior variação (2,6%) dentre as oito atividades pesquisadas”, explica Cristiano Santos, gerente da PMC.
Dos demais sete segmentos pesquisados pelo IBGE, mais três apresentaram crescimento do volume de vendas na passagem de dezembro para janeiro:
– Tecidos, vestuário e calçados: 1,8%
– Outros artigos de uso pessoal e doméstico: 1,3%
– Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo 0,4%
Os segmentos com variação negativa foram:
– Equipamentos e material para escritório informática e comunicação: -9,3%
– Livros, jornais, revistas e papelaria: -1,8%
– Combustíveis e lubrificantes: -1,3%
As vendas de Móveis e eletrodomésticos tiveram variação nula (0%)
O agudo desempenho negativo do segmento dos equipamentos e material para escritório informática e comunicação em quase 10% está relacionado ao comportamento do dólar.
“Esse setor é especialmente afetado pela variação do dólar e em épocas de alta volatilidade, as empresas aproveitam para repor estoques em momentos de valorização do real para depois decidir o melhor momento de fazer promoções”, pondera Cristiano.
As vendas em janeiro do varejo ampliado, que inclui as atividades de material de construção, de veículos e de atacado alimentício, subiram 0,9% sobre dezembro de 2025, quando caiu (-1,1%). Em 12 meses, o comércio varejista ampliado teve uma variação nula (0%).
No comércio varejista ampliado, Veículos, motos, partes e peças caiu 3,3% em relação a janeiro de 2025, Material de Construção teve queda de 2,3% e Atacado de produtos alimentícios, bebidas e fumo registrou alta de 2,0%.
O resultado das vendas no varejo ampliado foi revisado em novembro sobre outubro pelo IBGE, de um recuo de 1,2% para uma retração de 1%. No varejo restrito, a taxa de novembro ante outubro não foi revista.
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