Na média trimestral, setor ficou estagnado (0,0%)
O volume de Serviços do país ficou praticamente estagando em janeiro com variação de apenas 0,3%, em relação a dezembro do ano passado, na série com ajuste sazonal, segundo a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada nesta sexta-feira (13). Em dezembro o volume de serviços no país caiu (-0,2%), após ficar estagnado em novembro (0,0%)
No trimestre encerrado em janeiro deste ano, a média móvel trimestral dos serviços ficou estagnada (0,0%), frente ao trimestre imediatamente anterior.
Em janeiro, três das cinco atividades investigadas – Serviços prestadas às famílias; Serviços de tecnologia e informação; Serviços profissionais, administrativos e complementares; Serviços auxiliares aos transportes e correio e Outros serviços, tiveram resultados positivos: outros serviços (3,7%), informação e comunicação (1,0%) e transportes (0,4%).
Com os juros altos corroendo os salários e elevandos os custos das empresas, os serviços prestados às famílias ficaram no vermelho (-1,2%). Já os serviços profissionais, administrativos e complementares ficaram estagnados (0,0%).
Na comparação com janeiro de 2025, o volume de serviços cresceu 3,3%, o 22º resultado positivo consecutivo. O acumulado nos últimos doze meses foi a 3,0%.
“Os setores de informação e comunicação (6,5%) e de serviços profissionais, administrativos e complementares (5,0%) exerceram os principais impactos positivos. Os demais avanços vieram dos transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (1,1%); dos outros serviços (1,9%); e dos serviços prestados às famílias (0,5%). O índice de difusão para janeiro de 2026 foi de 48,2%, que é o percentual de taxas positivas entre os 166 tipos de serviços investigados”, assinala o IBGE.
O volume de serviços de transporte de passageiros no Brasil também ficou parado (0,0%) em relação a dezembro, na série com ajuste sazonal. Esse segmento está 6,7% acima do nível de fevereiro de 2020 (pré-pandemia) e 17,9% abaixo do auge da série histórica (fevereiro de 2014).
Já o volume do transporte de cargas teve variação de positiva de apenas 0,1% em janeiro, ficando 4,3% abaixo do ponto mais alto de sua série (julho de 2023) e 38,3% acima do nível pré-pandemia (fevereiro 2020).
Dos 27 estados, 12 tiveram taxas positivas em janeiro, na série com ajuste sazonal, com destaque para São Paulo (1,6%), Mato Grosso (5,6%), Santa Catarina (1,3%), Rio Grande do Sul (1,1%) e Pará (3,1%). Já Paraná (-7,1%) e Rio de Janeiro (-3,0%) registraram as principais influências negativas.
rente a janeiro de 2025, a alta de 3,3% no volume de serviços foi acompanhada por 16 estados. A contribuição positiva mais importante veio, novamente, de São Paulo (6,5%), com Mato Grosso (44,8%), Distrito Federal (10,0%), Pará (6,9%) e Amazonas (5,7%) a seguir. As perdas mais impactantes vieram de Rio de Janeiro (-3,2%), Minas Gerais (-1,5%) e Rio Grande do Sul (-2,5%).
Com esse resultado, o setor de Serviços iguala o patamar recorde da série histórica, que também foi alcançado nos meses de outubro e novembro do ano passado, ficando, ainda, 20,1% acima do nível pré-pandemia (fevereiro de 2020). São informações da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) do IBGE.
O setor de serviços, que representou aproximadamente 69,5% do Produto Interno Bruto brasileiro em 2025 cresceu 1,8% em 2025 em relação a 2024, apesar da “resiliência” frente aos juros altos impostos pelo Banco Central, mas também desacelerou diante do resultado do PIB do serviços ter ficado em 3,7% em 2024, assim como desacelerou o conjunto da economia brasileira atingida pelo arrocho monetário.











