Será a mais moderna fábrica de sistemas de armazenagem de energia elétrica desenvolvida e fabricada no Brasil
A brasileira WEG anunciou na quarta-feira (4) a construção de uma nova fábrica altamente tecnológica de sistemas de armazenamento de energia com baterias. A planta, que será localizada em Itajaí, Santa Catarina, será financiada pelo programa Mais Inovação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), com investimentos de R$ 280 milhões. Esses sistemas têm o potencial de regularizar o fornecimento e armazenar a energia produzida por fontes renováveis, como a fotovoltaica e a eólica, segundo o BNDES.
“Com esse passo, a WEG amplia a sua oferta de soluções de alto valor agregado, desenvolvidas e fabricadas no Brasil, e contribui para o avanço da segurança energética e resiliência do nosso grid. Trata-se de um investimento alinhado com o objetivo estratégico de posicionar a WEG e o Brasil de forma mais competitiva no cenário global de transição energética, mitigando riscos e fortalecendo a presença nacional nesse segmento em expansão”, afirma o presidente da WEG, Alberto Kuba.
Segundo o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, o projeto da WEG, financiado pelo banco público, “é estratégico para o Brasil”. “É mais um passo importante na agenda de descarbonização, ao contribuir para reforçar a segurança energética, ampliar a resiliência da rede elétrica e a expansão das fontes renováveis. Sob orientação do presidente Lula, o Brasil está construindo um novo ciclo de desenvolvimento, com inovação e sustentabilidade”, ressaltou Mercadante.
Os sistemas de armazenamento de energia em baterias (BESS) permitem guardar a energia produzida para usar conforme a demanda, reduzindo custos e evitando o uso de fontes poluentes, como as termelétricas. Sem capacidade de armazenamento, quando a produção é maior que o consumo, por exemplo, parte dessa energia precisa ser cortada (curtailment), o que gera desperdício.
Com as baterias, o sistema consegue equilibrar melhor oferta e consumo, aproveitando a energia limpa de forma mais eficiente e ajudando a prevenir apagões. Visionando o programa de transição energética no Brasil, esses sistemas operam também com integração de fontes renováveis, como solar e eólica, ao sistema elétrico.
Segundo a WEG, a unidade será a mais moderna do país no segmento, com o desenvolvimento de robôs autônomos e laboratórios de testes e pesquisas. A conclusão está prevista para o segundo semestre de 2027, com potencial para ampliar a capacidade de armazenamento de energia para até 2GWh.
A WEG, fundada em 1961, é uma empresa de equipamentos eletroeletrônicos, que atua no setor de bens de capital com foco em motores, redutores e acionamentos elétricos, geradores e transformadores de energia, produtos e sistemas para eletrificação, automação e digitalização.
A empresa brasileira opera em 18 países e tem presença comercial em mais de 135 países. São mais de 49 mil trabalhadores em todo o mundo. Em 2024, a WEG atingiu faturamento líquido de R$38 bilhões, sendo 57% proveniente das vendas realizadas fora do Brasil.











