18 profissionais de Saúde são assassinados por Israel no Líbano em dez dias. Destes, 12 morreram em um único ataque israelense a um centro de saúde no sul do país, informou o Ministério da Saúde Pública libanês, enquanto o ataque genocida israelense continua em meio à guerra iniciada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã há 15 dias.
O ataque aéreo ocorrido na noite deste sexta-feira (13) na vila de Burj Qalaouiyah, a cidade de Bint Jbeil, matou médicos, paramédicos e enfermeiros que estavam de plantão. O Ministério condenou veementemente o ocorrido, caracterizando-o como parte de uma violência continuada contra trabalhadores da saúde, informou o jornal Al Jazeera.
Este ataque é “o segundo contra o setor da saúde em poucas horas”, após um outro na aldeia de Sawaneh que matou dois paramédicos e feriu cinco outros, afirmou o ministério.
O setor de saúde pública libanês tem recebido apoio internacional para fortalecer sua capacidade de resposta aos problemas de saúde criados pela agressão. O Iraque entregou ao país na quinta-feira (12) ambulâncias totalmente equipadas, que foram recebidas pelos hospitais governamentais de Mays Al-Jabal, Marjeyoun e Baalbek, visando reforçar o atendimento médico nas regiões fronteiriças que enfrentam condições excepcionalmente desafiadoras.
A AGRESSÃO AO IRÃ SE ALARGA
No contexto das hostilidades dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, lançadas em 28 de fevereiro, as operações das Forças Armadas de Israel (IDF) se alargaram para o território libanês e foram respondidas por forças da Resistência libanesa.
Segundo dados do Ministério, o número total de mortos no Líbano entre 2 e 13 de março alcançou 773 pessoas, com 1.933 feridos, incluindo 103 crianças mortas e 326 feridas. Do total de vítimas fatais, 18 eram paramédicos.
Além disso, mais de 800 mil pessoas foram forçadas a deixar suas casas em apenas dez dias desde que Israel avançou no Líbano, após o ataque contra o território iraniano que pôs fim à vida do então líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei.
A ONU SOLICITA AJUDA HUMANITÁRIA
Por sua vez, o Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres, solicitou US$ 325 milhões em ajuda humanitária para apoiar o Líbano na crise de deslocamento massivo causada pela guerra. “O objetivo é manter e expandir a assistência vital nos próximos três meses, incluindo alimentos, água potável, assistência médica, educação, proteção e outros serviços essenciais”, disse Guterres durante uma conferência no gabinete do Primeiro-Ministro libanês, na sexta-feira (13), que contou com a presença de representantes de agências da ONU e países doadores.
Já o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) alertou que o aumento dos ataques israelenses contra o Líbano está agravando o impacto sobre civis e as infraestruturas de vital importância no país. Agnès Dhur, chefe da delegação do CICV no Líbano, lamentou em um comunicado o aumento dos ataques no sul do país, no Vale do Bekaa e em Beirute, acrescentando que os criminosos ‘avisos’ de evacuação emitidos pelo exército israelense estão afetando cada vez mais áreas do país e causando ondas significativas de deslocamento.











