Com um gol e uma assistência na vitória por 3 a 0 sobre o Haiti, Vinicius Júnior não apenas foi eleito o melhor em campo pela segunda vez consecutiva na competição, como também provou que a aposta de Carlo Ancelotti em escalá-lo centralizado é o grande diferencial ofensivo da Seleção. Ao atuar “por dentro” entre os zagueiros, o camisa 7 participou diretamente de todos os gols da partida, chegou a 11 tentos com a Amarelinha e deixou claro, com descontração e desempenho, o seu protagonismo neste Mundial.
Em entrevista pós jogo, Vinicius Júnior, que foi decisivo para a vitória por 3 a 0 sobre o Haiti na última sexta (19), falou sobre a escolha do técnico Carlo Ancelotti de escalá-lo “por dentro” do ataque da Seleção Brasileira. Atacante de lado do campo de origem, o camisa 7 atuou em uma posição diferente, anotou um gol, foi eleito o melhor do jogo e admitiu, de forma descontraída, sobre precisar ouvir mais o treinador.
“Joguei numa posição diferente. O Mister me pediu para jogar por dentro, entre os dois zagueiros. Não jogo muito por ali, mas sempre que ele fala que eu tenho que cair por ali, eu marco gols. Tenho que escutar mais ele (risos). Com certeza quando chegarmos no vestiário, ele vai dizer que entende muito de futebol”, descontraiu Vini.
O gol sobre o Haiti foi seu 11º pela seleção em 51 jogos. Na estreia, marcou o gol do empate com o Marrocos. Ele celebrou mais uma boa atuação pelo Brasil, que assumiu a liderança do Grupo C.
“Poder marcar e dar assistência me faz chegar no nível que quero chegar na Seleção. Claro que quero evoluir, mas esses dois jogos nos dão tranquilidade para seguir na competição. Quero fazer muito mais pela Seleção, não só em gols, mas sim pelo trabalho que faço aqui. Sei da minha importância. Se eu estiver bem, sei o quanto posso contribuir”, celebrou.
Além do gol marcado, ele participou dos dois tentos de Matheus Cunha. Foi o autor da finalização que gerou o rebote para o primeiro gol do paraibano e deu a assistência para o segundo.
Com Vinicius Jr. entre os destaques, a Amarelinha volta a campo na quarta-feira (24) para enfrentar a Escócia, no Hard Rock Stadium, em Miami, pela terceira e última rodada da Copa do Mundo.
EVOLUÇÃO
Carlo Ancelotti elogiou as atuações de Vinicius Jr. e Matheus Cunha na vitória por 3 a 0 sobre o Haiti, pela segunda rodada da Copa do Mundo, no Lincoln Financial Field, na Filadélfia. Após o resultado conquistado, o técnico da Seleção Brasileira explicou a opção pela entrada de Cunha no time titular, assim como reforçou a boa fase vivida por Vini.
“Acho que para esse jogo a posição de Matheus Cunha era boa para criar problemas para a defesa. Depois filtrou muito bem os passes, entrou muito bem na posição. Pode ser uma opção. Não quero uma identidade clara, porque no próximo jogo podemos mudar”, comentou o técnico sobre o paraibano, autor de dois dos três gols na partida.
“Ele chegou ao Mundial bem, em ótimas condições. Não esperamos que seja o Mundial de Vinícius, esperamos que seja o Mundial do Brasil”, frisou.
“Colocamos o Vini um pouco mais por dentro, deixando o jogo por fora mais para Douglas Santos, que foi muito bem. Vini é perigoso não só no um contra um, mas também no ataque à profundidade. Atacando a profundidade no centro do campo é mais perigoso, marcou um gol e deu uma assistência”, parabenizou em entrevista coletiva.
O placar do jogo foi construído no primeiro tempo. Matheus Cunha marcou duas vezes e Vinicius definiu o marcador em 3 a 0. Para Ancelotti, faltou ao Brasil ser mais eficiente nas oportunidades que criou, apesar de já ter apresentando um salto no desempenho.
“Fomos muito melhores no primeiro tempo, com mais efetividade na frente. No segundo tempo tivemos mais controle. Tivemos muitas oportunidades, poderíamos marcar mais gols. Em geral foi um bom jogo”, concluiu.











