Milhões em dinheiro público desviados por Daniel Vorcaro foram parar na conta da família Bolsonaro. Senador prometeu apoio integral ao banqueiro ladrão. Precisa de mais? Por muito menos, outros políticos foram investigados
As investigações sobre o escândalo envolvendo Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, com a transferência acertada de R$ 134 milhões do Banco Master aos bolsonaros, precisa avançar. Até agora se sabe que, deste total, R$ 61 milhões foram enviados para um fundo nos EUA administrado por Eduardo Bolsonaro. .
O pretexto usado para a movimentação milionária de recursos roubados pelo Banco Master foi a produção de um filme sobre a trajetória do golpista Jair Bolsonaro. Mas, há suspeitas fortes de que boa parte desse dinheiro serviu também para financiar a conspiração criminosa de Eduardo Bolsonaro nos EUA contra o Brasil.
É muito estranho que, depois do áudio em que Flávio acerta a transferência do dinheiro com o banqueiro ladrão e declara que “estamos juntos para o que der e vier”, a Polícia Federal ainda não tenha feito nenhuma operação de busca e apreensão nas residências do candidato fascista. Por muito menos, os senadores Ciro Nogueira e Jaques Wagner foram abordados pelos delegados da PF.
A situação de Flávio é muito grave. Ele não só apareceu no áudio pedindo os R$ 134 milhões e declarado apoio irrestrito ao bandido do Master, como foi visitá-lo em São Paulo, no dia seguinte de sua prisão domiciliar. Primeiro o senador tinha dito que nunca tinha conversado com Vorcaro. Desmascarado pelo áudio, ele mentiu novamente, dizendo que não sabia que ele era criminoso. Mas foi na casa dele quando Vorcaro já usava tornozeleira eletrônica, para pedir mais dinheiro.
Isso sem falar das ligações da produtora do tal filme com empresas ligadas ao PCC. Reportagem do Estado de Minas de sábado (27) mostrou que Alex Leandro Bispo dos Santos, conhecido como “Escorpião do PCC”, dono da empresa Favela Conectada Serviço e Tecnologia Ltda, recebeu R$ 12 milhões da produtora do filme de Bolsonaro. A empresa do PCC prestou serviço superfaturados de colocação de pontos de internet para justificar o pagamento de R$ 108 milhões para a produtora pela prefeitura de São Paulo.
Nos EUA, o dinheiro enviado pelo dono do Master serviu para comprar uma mansão no Texas para um aliado de Eduardo Bolsonaro e foi também parar no paraíso fiscal de Delaware. Além disso, o próprio ex-deputado, que não recebe mais salário, mora em outra mansão, também no Texas, avaliada em R$ 6 milhões, cujo aluguel é de R$ 30 mil. O dinheiro público, que o Master roubou de aposentados, servidores, do BRB, etc, foram usados para bancar o trabalho sujo contra o Brasil de Eduardo nos EUA.
Enfim, o que se pergunta é por que o STF ainda não determinou que Flávio Bolsonaro seja investigado. Ele cometeu uma série de crimes. A afirmação de que os milhões do Master, recebidos por ele, não eram dinheiro público, caiu por terra. O Banco Master deu um golpe bilionário no país. Milhares de pessoas foram lesadas. Um banco púbico, o de Brasília, teve um rombo que passa de R$ 5 bilhões. Parte desse dinheiro serviu para financiar as movimentações e campanhas da família Bolsonaro. Como é que pode o ministro André Mendonça não ter determinado que a PF faça operações de investigação de Flávio.
Não há justificativa para tal acobertamento. Por muito menos, outros envolvidos estão sendo abordados. Chegaram ao ridículo de falar em prisão do filho do presidente Lula por causa de um ouviram falar disso e daquilo. Nenhuma prova. E, agora, não fazem nada diante de um escândalo milionário e evidente, cheio de provas cabais, de desvio de dinheiro público por Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro.
Então, o que se percebe é que não há a menor justificativa para esse comportamento do ministro André Mendonça. O que está faltando para que se siga a rota do dinheiro? Dinheiro que foi enviado para fora do país, para um filme que deve ter gastado menos da metade do montante amealhado junto ao banqueiro ladrão. Dinheiro que está sendo usado para fomentar a traição ao Brasil.
Um crime financeiro descarado. Envolvimento de um senador e candidato a presidente com um banqueiro preso por dar um golpe de mais de R$ 50 bilhões no país. A sociedade já detonou a candidatura do criminoso. Mas, sem dúvida que o STF tem que tomar mais providências. Primeiro para punir os envolvidos, e, principalmente, para recuperar o dinheiro roubado e parar de drenar recursos do país para sustentar a conspiração criminosa da família Bolsonaro nos EUA contra a economia do país.
SÉRGIO CRUZ











