A ditadura Trump tentou impedir a presença de Patrice Lumumba nos estádios da Copa do Mundo de 2026, mas foi derrotado. Ninguém consegue apagar da história os crimes cometidos contra a humanidade
O professor de políticas públicas Samuel Braun Jr nos brinda com uma bela crônica (em vídeo) sobre a presença simbólica de Patrice Lumumba na torcida da República Democrática do Congo durante Copa do Mundo. de 2026
Sua presença incomodou o imperialismo a ponto da polícia política da ditadura de Trump expulsar do país o torcedor Michel Kuka Mboladingaa, que representa o líder libertador nos estádios de futebol.
Não adiantou a expulsão, outro torcedor o substituiu durante os demais jogos da copa. Ninguém consegue apagar da história os seus crimes contra a humanidade. Leia a crônica na íntegra!
Viva a República Democrática do Congo!
Patrice Lumumba foi um dos maiores líderes anticoloniais do século 20 e o primeiro ministro pioneiro da República Democrática do Congo Independente.
Ele comandou a transição do país para a libertação do violento domínio colonial em 1960. Lumumba libertou um povo que por décadas foi escravizado.
Após assumir o cargo, lutou pela soberania sobre as riquezas naturais de seu país, em especial o urânio, expropriado pelos Estados Unidos para bombas anatômicas como a utilizada no genocídio de Hiroshima e Nagasaki.

Meses após Lumumba assumir, ele acabou brutalmente assassinado em janeiro de 1961 em uma operação das forças coloniais da Bélgica e a coordenação da CIA dos Estados Unidos. A operação da agência terrorista norte-americana não só o matou, mas torturou e dissolveu seu corpo em ácido para que não restasse nada para ser lembrado pela resistência do povo.
Há poucos anos, os governos ocidentais da Bélgica e Estados Unidos devolveram à família a única parte do corpo que não foi dissolvido pelo ácido, seu dente de ouro. É por isso que Lumumba, em pé, de braço erguido, mão espalmada, em pleno solo estadunidense, é intolerável para os assassinos de Washington.
Michel Kuka Mboladinga é conhecido por sempre representar o líder libertador de seu país nos Estádios. Os Estados Unidos o expulsaram do país, após ele aparecer nos primeiros jogos da fase de grupos. A copa da vergonha não cansa de se afundar num show de horrores ditatoriais do governo estadunidense.
A polícia política, o tal Ice, prendeu e expulsou Michel. Ele não podia lembrar aos anfitriões o horror assassino que eles representam. Mas não adiantou. Um novo congolês vestiu as roupas do mártir e manteve-se no jogo contra os Usbequistão, de pé, altivo, impávido, até o time do seu país conquistar a inimaginável classificação em campo.

Humilhação para os imperialistas e para os terroristas. Um tapa na cara daqueles que em toda a sua história se associaram ao terrorismo global.
No passado, os Estados Unidos apoiaram Leopoldo II, que trucidou mais de 15 milhões. Isso mesmo, 15 milhões de vidas ceifadas. Mulheres e crianças eram picotadas e dilaceradas ainda vivas.
Hoje eles financiam e armam o genocídio na Palestina, no Líbano e o terrorismo no Caribe e em outros lugares. Lumumba os venceu. A República Democrática do Congo venceu. Salve Patrice Lumumba. Viva a República Democrática do Congo.
Assista aqui ao vídeo com a crônica de Samuel Braun Jr











