Manifestantes interrompem discurso de Trump e o chamam de ‘protetor de pedófilo’

Resposta desaforada de Trump a operário da Ford que o qualificou de "protetor de pedófilo" (AFP)

Um manifestante interrompeu um discurso do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na segunda-feira (27), no estado do Michigan, a quem chamou de “protetor de pedófilo”, uma acusação muito comum atualmente nos EUA – além daquelas já famosas fotos de best friends de Trump com Epstein, exibidas frequentemente em protestos pelo país.

Atitude similar foi feita pouco antes, por outro operário, quando Trump visitava instalações da Ford.

Durante sua campanha pelo segundo mandato, Trump asseverou que iria revelar a verdade sobre Epstein mas, eleito, só se moveu para divulgar os “arquivos do pedófilo” após ser obrigado pelo Congresso e ainda dificultou o mais que pôde.

O discurso de Trump ocorreu numa unidade da General Motors, onde ele assistiu ainda a uma demonstração de carros. Logo no início da fala, um homem começou a gritar e o chamou de “protetor de pedófilo” enquanto Trump falava sobre a produção de automóveis.

“Ele é comunista. Estamos concorrendo contra comunistas”, disse Trump tentando mudar de assunto, enquanto parte dos presentes gritava. Segundo a imprensa americana, o manifestante, que não foi identificado, foi retirado do local.

Mais tarde, outro grupo ergueu faixas contra o presidente com a frase “Pare os Data Centers”, em um protesto contra estupidez veiculada via inteligência artificial. Os manifestantes também foram retirados do evento.

Não é a primeira vez que durante visitas a fábricas de automóveis no Michigan Trump tem de ouvir o que não queria. Em janeiro, ao visitar instalações da Ford, um operário também o chamou de “protetor de pedófilo”. Trump o xingou e mostrou o dedo do meio para ele.

Segundo numerosas pesquisas, cerca de 70% da população americana acredita que o governo Trump tem intencionalmente escondido documentos e detalhes cruciais sobre a lista de clientes de Epstein.

Há ainda, entre os arquivos divulgados pelo FBI por determinação do Congresso, uma acusação de uma mulher que disse ter sido estuprada por ele e por Epstein nos anos 1980, quando tinha entre 13 e 15 anos, o que é descrito com detalhes. Segundo o governo Trump, trata-se de acusações não comprovadas. Já o FBI explicou que a acusação foi excluída da primeira leva dos “arquivos”por ter sido indevidamente classificada como “duplicada”.

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