Trump elogia o senador em funeral realizado em Washington: “Graham nunca viu uma guerra que não gostasse”
O funeral do senador republicano Lindsey Graham nesta terça-feira (28) em Washington serviu de cenário para que o presidente Donald Trump se reunisse no Salão Oval com o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu e ainda com o ‘presidente’ ucraniano, Volodymyr Zelensky. Um congraçamento de criminosos de guerra para prantear o fascista e lobista dos armamentos que, nas palavras de Trump, à guisa de homenagem, “nunca viu uma guerra que não gostasse.”
Já o porta-voz da chancelaria iraniana, Esmaeil Baghaei, no sábado, quando foi anunciado o encontro, o classificou como o “triângulo do mal”. Ele descreveu o triângulo formado pelos Estados Unidos, Israel e Ucrânia como “destrutivo para a paz e a segurança internacionais”, segundo a agência de notícias IRNA. A declaração foi feita após traiçoeiro ataque ucraniano a um navio iraniano no Mar Cáspio, em que um marinheiro foi morto.
Sobre a visita simultânea de Netanyahu e Zelensky à Casa Branca, Baghaei observou que só pode ser interpretada como uma tentativa deles de ‘fazer uma boa dança’ para aqueles que consideram seus verdadeiros mestres.
“Mas, em todo caso, esse grupo só pode ser interpretado como a formação de um triângulo do mal”, assinalou. “Esses triângulos nunca tiveram, definitivamente, qualquer efeito benéfico sobre a paz e a segurança internacionais. Pelo contrário, sempre foram destrutivos e prejudiciais”.
Também o vice-ministro iraniano das Relações Exteriores, Kazem Qaribabadi, referindo-se a Graham, afirmou que a história não se lembrará dos promotores da guerra por suas vitórias, mas inscreverá seus nomes na pedra da infâmia.
“O Wall Street Journal afirma que Lindsey Graham tentou superar até mesmo o criminoso Netanyahu em sua ânsia de promover uma guerra contra o Irã; ele pressionou Trump a realizar o ataque e angariou apoio para bombardear o Líbano”, escreveu o vice-ministro das Relações Exteriores iraniano em sua conta no X.
Após enfatizar que Graham “tramou planos para matar outros”, o diplomata persa ressaltou que “mas a história não inscreve os nomes dos belicistas ao lado das vitórias, mas sim na pedra da infâmia”. “Morreu deixando para trás uma política de confronto, guerra e um sonho frustrado de subjugar Teerã”, concluiu.
Porta-voz dos monopólios armamentistas americanos e apoiador do genocídio em Gaza, no Irã e na Rússia, o fascista Graham faleceu no dia 12, logo após voltar de Kiev, devido a uma ruptura da aorta aos 71 anos.
Ele descrevia a ajuda militar dos EUA enviada à Ucrânia como “o melhor dinheiro que já gastamos” porque “os russos estão morrendo”. Vinha promovendo ativamente um projeto de lei para impor tarifas a todos os países que compram petróleo de origem russa. Defensor ferrenho de Israel e do genocídio. Uma das vozes mais histéricas contra a China, visitou Taiwan três vezes durante sua vida.
Mais cedo, os restos mortais de Graham, que serviu por mais de duas décadas no Senado, foram levados ao Capitólio dos EUA para uma cerimônia privada. Outro serviço fúnebre será realizado na Carolina do Sul amanhã.
“Israel perdeu um de seus maiores amigos e apoiadores. E eu perdi um querido amigo”, disse o premiê israelense, sobre quem está expedido pelo Tribunal Penal Internacional um mandado de prisão por genocídio.
Segundo a Casa Branca, o encontro Netanyahu-Trump foi “produtivo e positivo”. Nas redes sociais, Zelensky alegou que a conversa tratou de maneiras de “revigorar os esforços diplomáticos” e sobre o licenciamento de mísseis patriot. Marco Rubio, Scott Bessent e Pete Hegseth, respectivamente secretários de Estado, Tesouro e Guerra, participaram.











