O estado de São Paulo confirmou o 15º caso de sarampo em 2026, o primeiro caso registrado em Guarulhos desde 2020. Com a confirmação, o estado contabiliza 12 casos na capital paulista, dois em São Bernardo do Campo e um em Guarulhos.
O quadro é considerado como surto pelo Ministério da Saúde que recomendou aos municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo que ampliem a oferta da vacina contra o sarampo para toda a população de 6 meses a 59 anos, independentemente da situação vacinal, como estratégia para interromper a circulação do vírus e evitar a reintrodução da doença no país.
O surto é definido como o aumento repentino e acima do esperado no número de casos de uma doença ou agravo em uma área restrita ou grupo específico de pessoas, em um dado período.
A medida será colocada em prática durante a Campanha de Multivacinação promovida pela Secretaria Estadual da Saúde, que começa na próxima segunda-feira (3). Além da tríplice viral — que protege contra sarampo, caxumba e rubéola — estarão disponíveis todas as vacinas previstas no Calendário Nacional de Vacinação para crianças e adolescentes.
De acordo com o ministério, até o momento, o Brasil confirmou 18 casos de sarampo em 2026. Três registros foram encerrados, sem risco de disseminação. Os casos foram identificados em uma região de intensa mobilidade populacional e elevado fluxo internacional de viajantes, cenário que favorece a introdução esporádica do vírus.
Ainda de acordo com o Ministério, em 2025, a cobertura vacinal nacional alcançou 92,9% para a primeira dose (D1) da vacina tríplice viral e 78,3% para a segunda dose (D2). Nos municípios contemplados pela recomendação, Guarulhos registrou coberturas de 91,59% (D1) e 83,90% (D2), São Bernardo do Campo atingiu 90,84% (D1) e 83,62% (D2), e o município de São Paulo apresentou 90,79% (D1) e 83,63% (D2).










