Todos os superintendentes regionais dos Estados e do Distrito Federal da Polícia Federal assinaram uma nota conjunta afirmando que a corporação precisa de autonomia nas investigações e que o diretor-geral, Andrei Rodrigues, atua de forma independente e dentro da lei.
O documento foi divulgado por conta das tensões criadas pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que tirou Andrei Rodrigues do caso e impediu que seus subordinados lhe falassem qualquer coisa sobre o andamento das investigações.
A nota foi divulgada pela coluna de Julia Duailibi, no g1.
O ministro Mendonça, que foi indicado por Jair Bolsonaro, determinou o envio de todos os documentos da investigação do escândalo de corrupção do INSS para o STF. Além disso, indicou quais investigadores deveriam atuar no caso.
Atualmente, Mendonça insinuou que Andrei Rodrigues estava vazando informações do caso INSS. Além disso que ele teria interferido em investigações.
O esquema de descontos não autorizados de aposentados foi abastecido e montado durante o governo de Jair Bolsonaro, que liberou associações e “sindicatos” para fazerem descontos diretamente na fonte apresentando documentos falsos.
Segundo os 27 superintendentes regionais, a credibilidade da PF “perante a sociedade brasileira decorre da atuação técnica e independente de seus servidores, orientada exclusivamente pelos fatos, pelas provas e pelos mecanismos de controle previstos no ordenamento jurídico”.
“A atividade investigativa da Polícia Federal não se submete a interesses políticos, ideológicos ou pessoais, mas ao estrito cumprimento da lei”, continua a nota.
Os superintendentes reafirmaram “sua confiança na Direção da Polícia Federal e seu compromisso com a defesa da Constituição, da democracia, da legalidade e do interesse público, bem como com a preservação de uma Polícia Federal forte, técnica, independente e fiel à sua missão institucional”.
Leia a nota na íntegra:
“Ao longo de seus 82 anos de história, a Polícia Federal consolidou-se como uma instituição de Estado comprometida com a Constituição da República, a legalidade, a imparcialidade e a defesa do Estado Democrático de Direito.
A credibilidade construída perante a sociedade brasileira decorre da atuação técnica e independente de seus servidores, orientada exclusivamente pelos fatos, pelas provas e pelos mecanismos de controle previstos no ordenamento jurídico. A atividade investigativa da Polícia Federal não se submete a interesses políticos, ideológicos ou pessoais, mas ao estrito cumprimento da lei.
Para o adequado exercício de sua missão constitucional, é indispensável a preservação da independência técnica das investigações e da autonomia administrativa necessária à gestão eficiente de seus recursos e prioridades institucionais.
Tais garantias existem em benefício da sociedade e da correta aplicação da lei.
O debate público e as críticas legítimas são próprios da democracia, mas não quando voltados ao enfraquecimento da credibilidade e da confiança que a sociedade deposita nas instituições republicanas.
Nesse contexto, os 27 Superintendentes Regionais da Polícia Federal vêm a público reafirmar sua confiança na Direção da Polícia Federal e seu compromisso com a defesa da Constituição, da democracia, da legalidade e do interesse público, bem como com a preservação de uma Polícia Federal forte, técnica, independente e fiel à sua missão institucional”.










