Ex-ministra condena vídeo de Eduardo Bolsonaro sabotando a vacinação. O Estado de São Paulo confirmou 23 casos de sarampo em 2026, na capital, em Guarulhos e em São Bernardo do Campo
A ex-ministra e candidata ao Senado por São Paulo, Simone Tebet (PSB), criticou Eduardo Bolsonaro por sabotar as vacinas e afirmou que “é do DNA da família Bolsonaro ser contra a ciência, não tem como mudar”.
Eduardo está morando nos Estados Unidos desde que fugiu do Brasil para conspirar com Donald Trump contra o país. Em suas redes sociais, ele divulgou que estava assinando um termo do governo dos EUA para não vacinar suas filhas e poder matriculá-las nas escolas do Texas.
Tebet considerou o caso de “inadmissível e inaceitável” e disse que trabalha na política para que o Brasil dê voz à ciência.
Segundo a ex-senadora, que participou da CPI da Pandemia, o ataque à ciência faz parte da estratégia usada pela extrema-direita em diversos países do mundo, o que ocorreu também com o ataque à democracia.
No Brasil, o grupo bolsonarista quer “enfraquecer a democracia, porque sabe que a democracia é a voz do povo, e [se] você enfraquecer a democracia, você tem governos autocratas”.
“É da essência, é do DNA da família Bolsonaro ser contra a ciência, não tem como mudar”, declarou.
No vídeo publicado nas redes sociais, Eduardo Bolsonaro criticou a obrigatoriedade de vacinação no Brasil e inventou que, em caso de efeitos colaterais, uma investigação seria abafada pelo governo federal.
Eduardo repetiu o discurso de seu pai, Jair Bolsonaro, que desincentivou a população brasileira a se vacinar contra a Covid-19 dizendo que elas poderiam “virar jacaré”.
A investigação conduzida pela CPI da Pandemia mostrou que o governo de Jair Bolsonaro agiu de forma intencional ao incentivar aglomerações e prejudicar a vacinação, pois o plano era que as pessoas morressem e houvesse uma “imunidade de rebanho”. Ao todo, mais de 700 mil pessoas morreram de Covid-19 no Brasil.
No momento em que Eduardo Bolsonaro gravou o vídeo nos EUA, o Estado de São Paulo, por onde ele foi eleito deputado federal, tem registrado casos de sarampo. Até sexta-feira (7), já tinham sido confirmados 23 casos.
A doença tinha sido eliminada do Brasil em 2015, mas casos voltaram a ser registrados em 2018 devido ao “fluxo migratório e à redução das coberturas vacinais”, de acordo com o Ministério da Saúde.










