Teve uma valorização de 370% em seu patrimônio declarado desde 2018
O senador Flávio Bolsonaro (PL) teve uma valorização de 370% em seu patrimônio declarado desde 2018, chegando a R$ 8,2 milhões em 2026, quando tenta disputar a Presidência da República.
A maior parte do patrimônio declarado de Flávio Bolsonaro é sua mansão no Lago Sul de Brasília, avaliada em R$ 6,2 milhões.
A mansão de 1.100 m² de área construída tem seis quartos, sendo quatro suítes, espaço gourmet, academia, piscina e uma “brinquedoteca”. O terreno tem 2.500 m².
Ele comprou o imóvel em 2021, tendo dado uma entrada de R$ 2,87 milhões e financiado R$ 3,1 milhões junto ao BRB. O financiamento teria um prazo de 30 anos, mas Flávio Bolsonaro o quitou em apenas três.
Segundo o senador, o dinheiro da entrada veio da venda de um apartamento na Barra da Tijuca e de sua franquia da Kopenhagen. Em 2018, quando ele concorreu ao Senado, o apartamento era avaliado em R$ 917 mil e a loja em R$ 50 mil.
Flávio também declarou R$ 1 milhão em um fundo de investimento, R$ 569 mil em uma conta corrente, R$ 100 mil em uma conta poupança e um carro de R$ 130 mil.
Flávio Bolsonaro já foi investigado por roubar dinheiro de seus assessores na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), em prática conhecida como “rachadinha”.
Já sua loja da Kopenhagen recebia depósitos em dinheiro que eram sacados logo em seguida, o que para os investigadores era indício de lavagem de dinheiro e poderia estar associado ao roubo do salário dos assessores, com coincidência até nas datas. Ao todo, a loja recebeu R$ 1,6 milhão em espécie.
O escândalo mais recente que atingiu a campanha de Flávio à Presidência é o da relação que o senador mantém com o banqueiro criminoso Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Flávio Bolsonaro dizia que não tinha contato e nunca tinha conversado com Vorcaro, mas no celular do banqueiro foram encontradas conversas entre os dois para que Flávio recebesse R$ 134 milhões. Desses valores pedidos, R$ 61 milhões foram pagos e foram parar em uma conta do advogado de Eduardo Bolsonaro nos EUA.











