Programa das Fragatas Classe Tamandaré colocou o País diante de uma realidade concreta de avanço tecnológico nacional
A Marinha do Brasil considera que é possível construir navios de guerra modernos no Brasil, com participação da indústria nacional, geração de tecnologia e capacidade de sustentar uma cadeia produtiva altamente especializada.
A Força marítima brasileira está convencida de que o Programa das Fragatas Classe Tamandaré finalmente colocou o País diante de uma realidade concreta em que estão reunidas as condições para avançar. O presidente Lula tem defendido prioridade nos investimentos em Defesa.
Segundo editorial da revista Defesanet, a Marinha espera que o segundo lote, com mais quatro fragatas, seja contratado com urgência, preferencialmente antes das eleições. “Não se trata apenas de aumentar o número de navios disponíveis. Trata-se de consolidar uma capacidade que levou anos para ser construída e evitar que o Brasil repita os mesmos erros do passado”, diz o texto.

O risco de deixar essa decisão para depois é conhecido. Uma interrupção na produção significa perda de mão de obra especializada, desmobilização de fornecedores, aumento de custos e, principalmente, perda de ritmo industrial.
A história da indústria de defesa brasileira está cheia desses exemplos. A guerra na Ucrânia, os ataques no Mar Negro e as operações no Golfo Pérsico e no Estreito de Hormuz deixaram uma lição clara: a guerra naval entrou definitivamente na era dos ataques de saturação.
Drones baratos, munições vagantes, embarcações não tripuladas, mísseis anti-navio e ataques coordenados passaram a representar uma ameaça permanente aos navios de superfície, além de cenários híbridos. Uma fragata moderna não pode depender exclusivamente de seus mísseis para enfrentar esse cenário.
É nesse ponto que o segundo lote das Tamandaré ganha importância. Os quatro novos navios devem incorporar, desde o início, as melhorias identificadas durante a operação das primeiras unidades e as lições observadas nos conflitos atuais.










