A candidata ao Senado e ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (Rede), sofreu uma tentativa de agressão de um homem durante uma caminhada de Fernando Haddad com mulheres no centro de São Paulo, nesta segunda-feira (17).
“Uma pessoa que eu não sei quem é e não quis se identificar se atirou na frente com agressividade. Era um homem com gestual muito agressivo. Mas sei que eles vão fazer isso, hoje foi comigo. Eu espero e trabalhei muito para que esses sejam episódios isolados”, relatou Marina.
Ela disse depois que ninguém vai intimidá-la e seguirá sua campanha eleitoral denunciando os atentados contra o Meio Ambiente e as mulheres. E continuará com Lula e Haddad lutando para colocar Sâo Paulo na via do desenvolvimento.
Marina, junto com Simone Tebet, lidera a corrida ao Senado em São Paulo, segundo as pesquisas, e isso tem causado desespero nos adversários bolsonaristas.
“Diante da verdade a gente não recua”, discursou a candidata no evento.
Marina Silva disse que todos os candidatos devem se manifestar e dizer que não aceitam “qualquer forma de violência com quem quer que seja. Aqueles que não desautorizam acabam dando sua assinatura para essa forma de atingir a nossa democracia”.
O homem se jogou em direção à candidata e chegou a segurá-la pelo ombro e encostar em sua barriga. Ele perguntava para ela se ela queria “voltar para a cena do crime”.
“Ao lado de Lula e Haddad, estamos juntos e juntas por mais respeito aos paulistas e a quem escolheu São Paulo para construir sua vida. Quando caminhamos e trabalhamos lado a lado, transformamos sonhos em caminhos para um futuro verdadeiramente próspero para todas as pessoas”, disse nas redes sociais.
A caminhada fez parte da campanha de Fernando Haddad (PT), candidato ao governo de São Paulo, na qual defendeu o combate à violência contra a mulher por meio de políticas de segurança pública e igualdade de gênero.
Haddad comentou que a “intolerância contra as mulheres e os negros em nosso país aumentou muito por causa dessa extrema direita que não respeita as diferenças, não respeita o outro”.
“A Marina, numa caminhada de 300 metros, não conseguiu caminhar porque tinha alguém da extrema direita para tentar impedi-la. Agora, quem fez isso não conhece essa mulher, porque essa mulher saiu da floresta, enfrentou doença, enfrentou o diabo, cangaceiro, matador e está aqui defendendo o planeta Terra, os direitos dos jovens e das mulheres”, completou o ex-prefeito de São Paulo.
Fernando Haddad disse que a violência no Estado de São Paulo “está atingindo patamares inaceitáveis” e defendeu a valorização dos profissionais que atuam “na Polícia Militar e Polícia Civil, que são servidores que precisam da gente porque não viram uma reivindicação atendida pelo governador Tarcísio”.










