A Confederação Nacional das Trabalhadoras e dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e seu Coletivo Nacional de Aposentados alertam sobre as mentiras do candidato Flávio Bolsonaro sobre os cortes na aposentadoria, já que, como afirma a entidade, “enquanto nega publicamente, a portas fechadas Flávio mantém proposta do fim do aumento real para aposentados e pensionistas”.
O coordenador do Coletivo Nacional de Aposentadas e Aposentados da Contraf-CUT, Elias Hennemann Jordão, destaca matéria publicada pela Folha de São Paulo, no último dia 8, revelando que “em reunião com investidores, os coordenadores de sua campanha continuam defendendo a desvinculação das aposentadorias do INSS e do Benefício de Prestação Continuada (BPC) dos ganhos reais do salário-mínimo, como forma de enxugar os gastos do Estado”.
“Publicamente, o candidato nega, mas a portas fechadas, eles querem cortar direitos da população, atingindo principalmente quem mais precisa e merece atenção do Estado, depois de anos de labuta, que são os aposentados e pensionistas”, critica Elias Jordão.
De acordo com a Contraf-Cut, com o plano de governo que propõe um “tesouraço”, com cortes de cerca de R$ 200 bilhões nos direitos sociais, “desvincular aposentadorias do INSS e o BPC dos ganhos reais do salário mínimo não saíram da mira de Flávio”.
Segundo o dirigente sindical, a desvalorização do poder de compra afetará cerca de 70% dos beneficiários do INSS. “A cada ano, o salário-mínimo irá perder o poder de compra e isso aumentará o abismo social, jogando idosos e pessoas com deficiência para a pobreza e extrema pobreza”, afirma Jordão.
A entidade lembra ainda que, entre os nomes por trás das diretrizes econômicas de Flávio Bolsonaro, está o do deputado Rogério Marinho (PL-RN), “um dos maiores entusiastas do fim da política de valorização real do salário-mínimo e da desindexação das aposentadorias e outros benefícios do INSS do aumento do salário-mínimo”.
“Flávio e sua equipe de campanha acham que os aposentados e aposentadas podem ser feitos de bobos, mas estamos atentos: o discurso não combina com a prática. Não vamos permitir o desrespeito a quem lutou a vida toda para construir a riqueza desse país, e a quem mais precisa”, afirma Elias Jordão.
Ele aproveita para lembrar que a confiabilidade do candidato sempre esteve em baixa, e ressalta as mentiras envolvendo o caso Banco Master e Daniel Vorcaro.
“Diante das câmeras, Flávio negou ter recebido R$ 134 milhões de Daniel Vorcaro, negou ter pedido mais dinheiro ainda e por diversas vezes, negou ter se reunido e andado de jatinho com o banqueiro, que hoje está preso por roubo que atingiram, também, pensionistas do INSS! Depois, a Polícia Federal comprovou tudo isso, por meio da divulgação de mensagens trocadas entre os dois. Agora, Flávio Bolsonaro diz publicamente que não vai acabar com reajuste acima da inflação, enquanto a portas fechadas o discurso é outro. Dia 25 de outubro o nosso voto será consciente nas urnas: em quem tem o discurso alinhado à prática”, conclui.










