Willer é amigo íntimo de Flávio envolvido e investigado nas fraudes do INSS
Flávio Bolsonaro (PL) teve seus voos na Europa pagos por uma casa de apostas de Willer Tomaz, empresário envolvido no escândalo do INSS. Os dois também tinham uma conta conjunta e mantinham dinheiro fora do Brasil. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.
A Rede Loto, bet controlada por Tomaz, pagou as passagens de Flávio e seus familiares entre Portugal e França, em 2025, em pelo menos três trechos. Os voos foram feitos em jato executivo.
Os pagamentos foram feitos pela empresa chamada Cathedral Holdings S.A., que é sediada na Ilha da Madeira e tem Willer e Jorge Barbosa Dias como sócios. A Cathedral é a única acionista da Rede Loto.
Pagando toda a viagem, Willer Tomaz viajou com Flávio Bolsonaro de Lisboa, em Portugal, para Nice, na França, em 11 de abril de 2025.
No dia 23 de maio de 2025, eles embarcaram em Cascais, Portugal, mais uma vez para Nice. Logo em seguida, embarcaram para a capital da França, Paris.
A Polícia Federal expôs em um relatório documentos das passagens que mostram que os pagamentos foram feitos pela Cathedral e que entre os passageiros estavam Flávio, sua esposa Fernanda e as duas filhas do casal.
Questionado, Flávio Bolsonaro esquivou-se e disse que sua relação com Willer é apenas amizade.
O amigo do senador é investigado pela Polícia Federal por ter feito pagamentos no esquema de desvios de aposentadorias e pensões do INSS. Os desvios ilegais podem alcançar R$ 6,3 bilhões. O esquema que já vinha de governos anteriores só foi desmontado pelo governo Lula.
Flávio e Willer também tinham uma conta conjunta sediada na Ilha da Madeira relacionada a outra empresa, a Alcazar Holdings.
E-mails obtidos pela Polícia Federal mostram que Flávio era “usuário master” da conta e só foi desvinculado depois das operações contra os criminosos que roubavam aposentados.
A Alcazar também foi usada para bancar os gastos de Flávio com jatos executivos em voos feitos entre 2024 e 2025. A empresa é dona de uma parte do jato Legacy 650, que também é ligada a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, que está preso por corrupção.
O outro sócio da Cathedral, Jorge Barbosa Dias, chegou a ser investigado por jogo ilegal e lavagem de dinheiro, mas conseguiu se safar depois que o governo do Rio de Janeiro lhe concedeu a licença para ter uma casa de apostas.










