Resultado da eleição no Brasil foi a vitória do nacionalismo e da democracia

Lula e Alckmin à frente de seu povo (Foto: reprodução)

Lula apontou que o ponto alto foram os cerca de dois milhões de brasileiros cantando o hino da independência na avenida Paulista na véspera do pleito

Após as justas comemorações pela vitória de Lula no segundo turno das eleições, alguns aspectos podem agora ser ressaltados numa breve análise sobre este episódio épico da política brasileira.

Em primeiro lugar podemos apontar que esta foi uma vitória espetacular sobre um projeto fascista que vinha em ofensiva na América Latina. A virada contundente de Lula representou uma derrota de Donald Trump, de seus asseclas e de seus instrumentos de dominação, entre eles as big techs e as forças sombrias de Wall Street.

Além de afirmar a soberania brasileira, o resultado das eleições no Brasil teve um caráter internacional. A vitória de Lula reforçou o movimento em direção ao multilateralismo e à autonomia das nações frente ao imperialismo estadunidense. Concretamente, a vitória de Lula foi um grande reforço político também para os BRICS (grupo dos principais países do Sul Global).

Internamente, o que se assistiu foi o despertar de um movimento popular de proporções nunca vistas. Milhões de pessoas, nos grandes centros e no interior do país, tomaram o destino do país em suas mãos. O sentimento de patriotismo e amor ao Brasil cresceu de forma poucas vezes visto na história. O ponto alto – que emocionou o presidente – se materializou no hino da Independência cantado na Avenida Paulista por cerca de dois milhões de pessoas, em sua maioria jovens, na véspera do pleito.

Ao fim da apuração, Lula destacou em seu discurso que ele viu o povo e a juventude tomar em suas mãos a defesa do nacionalismo e da democracia. É como se o país reencontrasse sua trajetória histórica de luta pela soberania e de avanço em direção a um futuro de bem-estar e de progresso para o seu povo. Uma forte maioria política se forjou no país neste sentido durante essa batalha.

Um dos aspectos que garantiram a vitória a Lula foi o fato de que ficou claro para a população, através de amplos e novos meios de comunicação popular, que o fascismo, representado pela candidatura bolsonarista, era completamente entreguista e antinacional. A demagogia, que vendia a ideia de que eles eram os defensores da pátria, da moral e da família, foi desmascarada. Ficou evidente que Flávio representava no Brasil os interesses do crime, da depravação e da ganância de Donald Trump.

Outro aspecto que chamou atenção neste episódio é que o presidente percebeu que o sistema financeiro – tanto externo quanto interno – apostou suas fichas num projeto fascista. Com isso, ele acenou claramente para a necessidade de reduzir o papel desses setores parasitas da sociedade. Lula anunciou que seu último governo será completamente diferente e terá uma ampla e inédita participação popular. Com isso, Lula está definindo que seu projeto será assentado nas forças populares e nos setores produtivos do país. Ele garantiu ao Brasil que este será, disparado, o seu melhor governo.

Por fim, mas não menos importante, foi o caráter amplo da candidatura de Lula. Ele atraiu todas as forças sadias da nação. Sua vitória inquestionável neste segundo turno e a firme disposição de liderar um vigoroso projeto de desenvolvimento nacional, com ampla participação popular, credenciam o presidente Lula a atrair ainda mais forças políticas para compor em torno deste projeto. Estão dadas todas as condições para o isolamento ainda mais profundo do fascismo em nosso país.

Sabemos que o futuro próximo não nos promete um céu de brigadeiro, mas, certamente, essa batalha épica nos colocou em situação bastante favorável e preparados para enfrentar todos os obstáculos ao avanço do Brasil em direção ao projeto nacional de desenvolvimento que o presidente Lula prometeu aos brasileiros. Como diz o “general” de Lula, o deputado André Janones: “urgente! esta é a nova missão que o presidente Lula nos deu”. E, missão dada é missão cumprida. Nós, certamente, vamos cumpri-la.

SÉRGIO CRUZ

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