O “plano de Flávio” era desregulamentar tudo e deixar os ladrões assaltarem os cofres públicos como ocorreu no país vizinho. Deram com os burros n’água aqui e lá
O bolsonarismo pintava o Paraguai como um paraíso e um modelo a ser seguido pelo Brasil. Aplaudiam a desregulamentação da economia paraguaia e criticavam o Brasil.
Flávio Bolsonaro e apoiadores elogiavam publicamente a suposta “visão de futuro” e o liberalismo paraguaio, que servia de narrativa e destino de migração/refúgio para setores da extrema direita brasileira que agora foram duramente atingidos.
Agora se vê exatamente que tipo de economia eles queriam para o Brasil. O escândalo do Ueno Bank, envolvendo o presidente do Paraguai é muito semelhante ao que eles pretendiam fazer no Brasil com o Banco Master. Roubar da população, deixar tudo solto, sem controle, para embolsar milhões em dinheiro público.
Graças a Deus – e à Polícia Federal – o Brasil barrou o escândalo antes. Revelou as ligações espúrias de Flávio Bolsonaro com Daniel Vorcaro. No Paraguai, que os bolsonaristas endeusavam, a coisa foi mais adiante e cerca de 3 milhões de paraguaios – inclusive brasileiros que entraram de gaiato na canoa – acordaram com seu dinheiro confiscado pelos ladrões.
O Ueno Bank, apresentado pelo bolsonarismo como o grande símbolo da suposta estabilidade financeira, entrou em insolvência e foi alvo de intervenção e dissolução pelo Banco Central do Paraguai, travando o dinheiro de milhões de cidadãos. Golpe muito semelhante ao que Vorcaro e Flávio armaram para o povo brasileiro.
As semelhanças com o bolsnarismo estão também nas ligações dos articuladores de tudo com os esquemas criminosos de Trump & Cia. Santiago Peña (aliado do grupo político de Horacio Cartes e próximo aos grupos de extrema-direita de Donald Trump) era ex-acionista do Ueno Bank e estava diretamente associado ao assalto ao país.
Diante de intensos protestos populares nas ruas de Assunção e da pressão por impeachment, Santiago Peña renunciou ao cargo em 5 de novembro de 2026. No entanto, a oposição viu neste gesto uma manobra para escapar da prisão e insistiu no impeachment. É que no Paraguai, ex-presidentes, viram senadores vitalícios e mantém imunidade parlamentar. A trama está sendo desmontada pelo parlamento paraguaio com o povo na rua.










