Foram eles que desviaram bilhões dos cofres públicos para o banqueiro criminoso a troco de propinas. Tentam desviar a atenção contra o STF para enfraquecer a ação antifascista da Corte
Os bolsonaristas manobram para que as investigações das falcatruas do Banco Master não avancem. Não querem a CPI do escândalo Mater. Afinal, Vorcaro, dono do banco, começou a dar golpes bilionários assim que Bolsonaro assumiu o governo. A partir de 2019 o banqueiro virou bilionário. E ele sozinho contribuiu com R$ 3 milhões para o caixa eleitoral de Jair Bolsonaro em 2022.
As artimanhas do grupo fascista vão desde impedir a instalação da CPI para investigar os crimes do banco de Vorcaro até tentar deformar, como fez o secretário de Segurança de Tarcísio de Freitas, Guilherme Derrite, a lei antifacção proposta pelo governo Lula. A atuação de Derrote teve como objetivo proteger as quadrilhas poderosas e os criminosos do colarinho branco.
A cruzada bolsonarista para acobertar sua cumplicidade com as fraudes de Vorcaro também usa o estratagema de desviar a atenção sobre os verdadeiros criminosos. Ela aproveita o fato de familiares do ministro Dias Toffoli terem recebido investimentos do Master num empreendimento turístico, para tentar enfraquecer todo o Supremo. Aliás, o STF está na mira dos bolsonaristas há muito tempo principalmente porque tem sido uma forte barreira ao avanço do fascismo no Brasil.
Quem desviou bilhões de dinheiro público para o Banco Master foram os bolsonaristas Ibaneis Rocha, que injetou R$ 12 bilhões do BRB no banco pré-falimentar, o governador do Rio, que tirou R$ 1 bilhão do fundo de aposentadoria dos servidores do estado para o caixa do Master, que já estava prestes a ser liquidado pelo BC, e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que privatizou a Emae, empresa de agua, e tirou de seu caixa R$ 160 milhões para os cofres do “banqueiro amigo”. A coincidência é que Vorcaro foi o maior contribuinte da campanha de Tarcísio, com R$ 2 milhões.
Os ataques a Alexandre de Moraes, pelo fato de sua esposa ter sido advogada do Master, e a Dias Toffoli, porque o ministro insistiu, indevidamente, em relatar o processo do banco, é uma cortina de fumaça para confundir o país e acoitar os verdadeiros cúmplices de Daniel Vorcaro, ou seja, o bolsonarismo. O próprio surgimento do banco se deu a partir da igreja da Lagoinha, em Belo Horizonte, um antro de bolsonaristas, onde Vorcaro a Zettel atuavam e de onde partiram para virarem bilionários.
Foram bilhões embolsados pelo banqueiro desde que ele e seu cunhado, o pastor Fabiano Zettel, saíram da igreja da Lagoinha, em Belo Horizonte, onde este último era pastor e o primeiro, participante de um programa de TV da igreja. Antes de ser banqueiro, Vorcaro foi locutor em programa na Lagoinha. Dali surgiu a ligação de Vorvaro com o bolsonarismo. Lembrando que a Lagoinha é também a igreja onde Nikolas Ferreira, outro bolsonarista raiz, faz a sua demagogia religiosa para os mineiros.
Entre todas essas coincidências, ligando o bolsonarismo ao banco Master, há também a denúncia, feita pela senadora Damares Alves, de que a igreja de BH está envolvida nas fraudes do INSS. É isso mesmo, a igreja de onde partiu Vorcaro e Zettel, pasmam, tem um banco, o Clava Forte Bank. E é ele que está sendo investigado por golpes nos aposentados.
Isso tudo sem falar no esforço que foi feito por parlamentares bolsonaristas para que o Master fosse vendido para o BRB pouco antes de ser liquidado. A negociata foi barrada pelo Banco Central. Esses parlamentares, entre eles Ciro Nogueira, chegaram a ameaçar o diretor do BC que impediu a transação. Eles queriam o impeachment do diretor e tentaram subir o limite de garantia de crédito de R$ 250 mil para R$ 1 milhão. Tudo para respaldar Vorcaro que vendia CDBs podres com promessa de garantia do Fundo Garantidor de Crédito (FGC).
Em suma, estamos diante de uma grande farsa montada pelos bolsonaristas e apoiada por parte da imprensa. Os cúmplices de Vorcaro estão se aproveitando da crise do Master para tentar enfraquecer o STF e o Tribunal Eleitoral nas vésperas das eleições. Ou seja, esconder os verdadeiros criminosos. Sabemos muito bem que esses ataques visam enfraquecer o STF. Querem impedir a ação do Supremo contra as fraudes eleitorais que eles estão armando para repetir as tentativas de golpe e o uso das milícias digitais como as que foram tentadas em 2022.
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