Bombardeios do Eixo EUA-Israel contra o Irã assassinam 555 pessoas em três dias

A pequena escola de meninas no interior do Irã ficou inteiramente destruída (ABC News)

Os criminosos bombardeios do Eixo EUA-Israel ao Irã assassinaram pelo menos 555 pessoas em três dias de ataques, segundo os números da Sociedade do Crescente Vermelho, o equivalente iraniano à Cruz Vermelha, e feriram centenas, não tendo poupado sequer escolas e hospitais.

Subiu para 185 nesta segunda-feira (2) o número de mortos no covarde atentado com míssil à escola primária de meninas Shajareh Tayyebeh em Minab, no sul do Irã, segundo a PressTV, e os feridos são mais de uma centena. As primeiras notícias na manhã de sábado já eram terríveis, dando conta de 60 meninas mortas, e desde então o número de vítimas desse ato deliberado e selvagem de agressão não cessou de aumentar.

Vídeos mostraram socorristas e populares fazendo buscas entre os destroços. Uma escola modesta, com móveis coloridos, paredes decoradas com arte infantil, funcionários dedicados e um balanço no quintal, transformada em caos e sangue.

Mostraram, também, como o pai de uma das crianças assassinadas se desespera ao encontrar uma mochila escolar rosa, encharcada de sangue, que ele beija antes de lentamente vasculhar os cadernos e livros da filha e explodir em choro e revolta. Entre os mortos, há também professores e pais de alunos.

Hossein Kermanpour, porta-voz do ministério da saúde do Irã, publicou no X que o atentado à escola foi “a notícia mais amarga” da guerra até agora. “Deus sabe quantos corpos de crianças mais eles vão tirar debaixo dos escombros.”

“O prédio destruído é uma escola primária para meninas no sul do Irã. Foi bombardeada em plena luz do dia, quando estava lotada de alunos jovens”, escreveu Abbas Aragnachi, o chanceler iraniano na rede social X na noite de sábado, postando uma foto da escola destruída. Dois dias antes, ele participara em Genebra da terceira rodada de negociações com os EUA, interrompidas covardemente pelo ataque.

HOSPITAL COM NOME DE GHANDI

As hordas sionista-estadunidenses também atacaram o Hospital Ghandi, no centro de Teerã, ferindo médicos e pacientes, e obrigando a transferência de bebês recém-nascidos. Talvez não gostem do nome.

Um membro do Parlamento iraniano afirmou que cinco hospitais e centros médicos foram danificados ou destruídos pelos ataques terroristas dos EUA-Israel ao Irã.

“Infelizmente, esse ato ilegal de agressão resultou não apenas na destruição dos prédios de hospitais e centros médicos, mas também no ferimento de vários estudantes e moradores locais”, disse Fatemeh Mohammad Beigi, membro da Comissão de Saúde e Tratamento do Parlamento, na segunda-feira.

O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, condenou os atentados, enfatizando que “mirar em pacientes e crianças viola descaradamente princípios humanitários”. “O Irã não permanecerá em silêncio nem cederá a esses crimes”.

Ataques que levaram o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, a advertir que hospitais são protegidos pela lei internacional. “As instalações de saúde são protegidas pelo direito internacional humanitário. Saúde não é um alvo”, ele instou, após registrar o ataque ao Ghandi.

GENOCIDAS CONTUMAZES

Segundo as agências de notícias iranianas, na manhã desta segunda-feira ataque à Praça Niloofar, na capital, assassinou mais 20 pessoas. Outras 35 foram mortas em bombardeio na cidade de Sanandaj, na província de Fars, no sul do país. O ataque com seis mísseis atingiu diferentes partes da cidade, inclusive bairros densamente povoados.

“Isso mostra a dimensão dos ataques ao Irã, com ataques que visam não apenas centros políticos e quartéis-generais militares. Estamos testemunhando danos em prédios civis, com alguns totalmente demolidos em alguns casos”, relatou desde Teerã Tohid Asadi, da Al Jazeera. “As mortes civis estão aumentando”. Vídeos verificados pela Al Jazeera também mostraram enormes nuvens de fumaça se levantando atrás de prédios próximos ao aeroporto internacional na cidade central iraniana de Kermanshah.

Líder máximo Kamenei e neta Zahra de 14 meses, mortos no mesmo bombardeio (Redes Sociais)

A BEBÊ ZAHRA

Outra expressão da barbárie desencadeada pelo Eixo Washington-Tel Aviv é o assassinato da neta do líder supremo iraniano, a pequena Zahra Mohamadi Golpayegani, de 14 meses, no ataque de decapitação contra Ali Khamenei. Também foram mortos a filha de Khamenei, seu genro e uma nora. Nesta segunda-feira o Irã anunciou a morte, por causa dos ferimentos, da esposa de Khamenei, Mansoureh Khojasteh, de 79 anos.

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