Todos os cinco grandes setores da economia apresentaram saldo positivo no mês, com destaque para o setor de Serviços
Os dados do Novo Caged com as informações do mercado de trabalho dos trabalhadores com carteira assinada foram apresentados nesta terça-feira (31) pelo ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho. No recente mês de fevereiro foram admitidos 2.381.767 e demitidos e 2.126.446. O resultado foi a criação de 255.321 novos empregos.
O setor de serviços foi o que puxou o resultado positivo, ocorridos pela maioria dos estados. A soma dos empregos criados em janeiro e fevereiro é de mais de 370 mil vagas.
“Temos uma guerra em curso, que cria transtornos para o mundo inteiro, e também um contexto de juros. Essa combinação pode dificultar investimentos e impactar a velocidade de geração de empregos e o ritmo da economia”, destacou o ministro.
Quanto à agressão dos EUA ao Irã, o Brasil já sente as repercussões com o aumento no preço do petróleo e dos combustíveis, que o governo Lula tem se mobilizado para enfrentar. Com relação aos juros exorbitantes já é uma realidade a desaceleração da economia e as projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) deste ano, abaixo dos 2%, que projetam um cenário nada favorável para criação de empregos, por conta dos juros estrangulando a economia.
Luiz Marinho reafirma a crítica que vem fazendo há um bom tempo sobre os efeitos negativos da taxa Selic em 15% até semana passada e agora em 14,75%, acusando o “fogo amigo” do Banco Central (BC).
Fogo esse que o próprio BC declara em atas das reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom), como “a resiliência de fatores que pressionam preços tanto correntes quanto esperados, em especial do dinamismo ainda observado no mercado de trabalho“, em outras palavras, que o mercado de trabalho não pode manter esse dinamismo, ou seja, precisa desempregar.
Ainda não se chegou a tanto, mas no acumulado deste ano, já foram criados 370.339 postos de trabalho formais, elevando o estoque de vínculos celetistas para mais de 48,8 milhões. Nos últimos 12 meses, o saldo é de 1.047.024 empregos. Em 2024 o saldo foi de 1.693.673.
Na divulgação de hoje, os jovens de até 24 anos concentraram a maior parte das vagas, com 163.056 novos postos, o equivalente a 63,9% do total gerado no mês. Por gênero o saldo foi positivo tanto para mulheres (+155.064) quanto para homens (+100.257).
O salário médio real de admissão em fevereiro foi de R$ 2.346,97. Na comparação com fevereiro de 2025, no entanto, houve aumento de 2,75%, indicando ganho real ao longo dos últimos doze meses.
O saldo de empregos foi positivo em 24 das 27 unidades da Federação. Os maiores destaques foram São Paulo (+95.896), Rio Grande do Sul (+24.392) e Minas Gerais (+22.874). Por outro lado, três estados registraram saldo negativo: Alagoas, Rio Grande do Norte e Paraíba.
Todos os cinco grandes setores da economia apresentaram saldo positivo no mês, com destaque para o setor de Serviços, responsável pela geração de 177.953 vagas. Também tiveram desempenho positivo a Indústria (+32.027), a Construção (+31.099), a Agropecuária (+8.123) e o Comércio (+6.127).
O setor de Serviços o destaque foram as áreas de educação (+49.013), atividades administrativas e serviços complementares (+37.972), transporte e armazenagem (+17.886) e alojamento e alimentação (+16.920).
Na Indústria, a criação de vagas foi impulsionada por segmentos como abate e fabricação de produtos de carne, processamento industrial do fumo e fabricação de calçados. Já na Construção, os maiores avanços ocorreram em obras de edifícios e infraestrutura.
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