Caiado diz que se eleito dará impunidade ao criminoso Bolsonaro. Eduardo Leite critica escolha do PSD

Golberto Kassab, presidente do PSD, anuncia Caiado candidato do partido à Presidência (Foto: Reprodução - TV Globo)

O ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, foi oficializado pelo PSD como candidato à Presidência da República e disse que seu primeiro ato, caso eleito, será conceder anistia para Jair Bolsonaro, que foi condenado por tentativa de golpe de Estado.

Segundo ele, uma anistia “ampla, geral e irrestrita” serviria para “desativar” a polarização do país. Pelo contrário, o polarizador só ficaria livre para acirrar a polarização com a anistia.  

Bolsonaro está cumprindo pena de 27 anos e 3 meses por ter liderado uma organização criminosa que tentou acabar com a democracia no Brasil.

Ronaldo Caiado defende que o caso seja deixado de lado.

“Você não pode ficar no país, alimentando essa situação a vida toda. O Brasil não tolera mais, não aguenta mais. O cidadão, como hoje, ele vê um programa de televisão, é só o 8 de janeiro [de 2023, quando foi tentado o golpe]. Nós estamos perdendo todo o espaço do mundo”, argumentou.

Caiado falou que a anistia aos golpistas é parte das “prerrogativas” do presidente e que ele não abrirá mão delas.

No entanto, o Supremo Tribunal Federal (STF) considera inconstitucional conceder perdão presidencial para pessoas que atentaram contra o estado democrático de direito.

O ex-governador ainda falou que ”é fácil ganhar do Lula hoje, qualquer um que for para o segundo turno vai bater o Lula”. A pesquisa Datafolha mostra que o atual presidente venceria Caiado em um eventual segundo turno com 10 pontos percentuais de distância.

Para Ronaldo Caiado, o candidato do PL presidente, Flávio Bolsonaro, não tem a experiência necessária para assumir o cargo. “Não acumulou essa experiência, não tem essa vivência como tratar com o Congresso, como tratar com o Supremo”, falou.

Ao escolher por Ronaldo Caiado, o PSD deixou de lado a candidatura do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite. Leite disse estar “desencantado” com a decisão do partido, “que aprisiona o debate entre os extremos”.

“Com toda a franqueza, a decisão tomada pelo Partido tende a manter esse ambiente de polarização radicalizada que tanto limita o nosso país”, continuou.

Outra opção que tinha se apresentado no partido era a de lançar o governador do Paraná, Ratinho Jr., mas ele retirou seu nome para focar em eleger seu sucessor no Estado.

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