Trabalhadores comerciários e de serviços convocam ato em Brasília pela escala 5×2 e redução de jornada

Foto: Divulgação

Projeto será votado na Comissão do Trabalho da Câmara dos Deputados no próximo dia 11

Em Caxias, extremo sul do Brasil, 150 delegados, em nome de 15 milhões de trabalhadores, com carteira assinada, comerciários e trabalhadores do setor de serviços, definiram os últimos detalhes da mobilização e dos argumentos contra a escala 6×1 e pela redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem redução do salário.

Para Rodrigo Callais, presidente da CTB/RS (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil) e presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Hotéis de Gramado, a categoria do comércio e serviços é, sem dúvida, a mais impactada por essa escala de trabalho já ultrapassada, que não condiz com a realidade que se vive hoje no século XXI. “Uma jornada de trabalho que impede que o trabalhador tenha um maior e melhor convívio social, familiar, que tenha tempo para disponibilizar, para cuidar da saúde, para praticar esporte, lazer, para o estudo”, afirmou.

Rodrigo argumentou que, com todo esse avanço tecnológico da última década, “a gente ainda tem a mesma jornada de trabalho de 1988, de 44 horas semanais, e ainda uma escala de trabalho de 6 dias, com apenas uma de folga”, o que, segundo o dirigente sindical, “só leva à conclusão de que todo esse avanço serve exclusivamente para aumentar os lucros do capital”. E faz a convocação: “Chegou a hora da gente exigir e cobrar que essa jornada de trabalho diminua, para amenizar os impactos na saúde do trabalhador, física e mental”, afirma.

“Nós, do movimento sindical da CTB, apoiamos o projeto de Lei nº 67 de 2025 da deputada Daiana Santos, do PCdoB, do Rio Grande do Sul, porque entendemos que ele é um projeto que já está pronto, dentro daquilo que é possível na realidade brasileira atualmente, que é justamente a 5×2 e a jornada de 40 horas sem redução de salário”.

Conforme informou o presidente da CTB, o projeto vai ser votado na Comissão do Trabalho no próximo dia 11. “Vamos inclusive participar, acompanhando essa votação da Comissão do Trabalho e a nossa expectativa é que seja aprovado e se dê sequência no trâmite do projeto”.

Callais explicou que “o projeto de lei tem uma tramitação mais rápida do que uma PEC e que tem condições de ser aprovado mais rapidamente e com maior facilidade. Não tem necessidade de um quórum qualificado”.

“Vamos estar lá no dia 11, na expectativa grande de que seja aprovado e que o processo continue, mas sempre deixando muito claro que, independente do que for aprovado, seja o projeto da deputada Daiana, a PEC do senador Paulo Paim, a PEC da deputada Erika Hilton, o importante é que a gente conquiste essa grande vitória para a classe trabalhadora, entregue essa nova realidade para a vida dos trabalhadores. Nossa expectativa é de que ainda no primeiro semestre a gente consiga aprovar isso”.

CARLOS PEREIRA

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