Entre os dias 26 e 29 de março, Porto Alegre reuniu cerca de 3,5 mil delegados, lideranças sindicais e de movimentos sociais de mais de 40 países, na 1ª Conferência Internacional Antifascista pela Soberania dos Povos, realizada na Universidade Federação do Rio Grande do Sul.
Ao final do encontro foi aprovada a Carta de Porto Alegre: Unidade Contra o Fascismo e pela Soberania dos Povos, um alerta ao avanço da extrema direita e movimentos autoritários em diversos países, e em defesa da democracia e dos direitos sociais.
O documento reafirma a necessidade de unidade e articulação internacional da classe trabalhadora e dos povos para enfrentar o crescimento de projetos autoritários, o avanço do neoliberalismo e as ofensivas contra direitos sociais, trabalhistas e democráticos.
Para o presidente da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil), Adilson Araújo, um dos signatários do documento, “enfrentar o avanço do fascismo exige fortalecer a organização da classe trabalhadora e ampliar a unidade entre os povos”.
Ele ressaltou que “é com mobilização, consciência política e solidariedade internacional que poderemos derrotar a extrema direita e avançar na construção de um projeto baseado na soberania, nos direitos e na justiça social”.

Entre as questões abordadas, o documento destaca o “comboio Nuestra America a Cuba”, ocorrido na semana passada, levando solidariedade ao país agredido pelos EUA, e as gigantes manifestações ocorridas em diversas partes do mundo, inclusive nos Estados Unidos, contra as investidas e guerras de Donald Trump, como importantes marcas da resistência dos povos.
A Carta também ressalta que “o sistema capitalista-imperialista vive uma profunda crise e uma acentuada decadência econômica, social e moral”, e que, em resposta, essas “potências” tem fomentado cada vez mais “o fascismo em toda parte, a imposição de políticas neoliberais, agressões militares às nações mais fracas e a sua recolonização”.
O texto aponta que, em cada país, “as ameaças fascistas e neoliberais assumem formas particulares, mas têm pontos em comum” como “a eliminação das liberdades democráticas, a destruição dos direitos trabalhistas, a explosão do desemprego estrutural, o desmantelamento da previdência social, a repressão às entidades sindicais e populares, a privatização dos serviços públicos, e políticas de ‘austeridade’ que eliminam todo e qualquer investimento social”.
Os organizadores finalizam o documento comprometendo-se “a continuar a luta sem descanso e como espaço de construção de unidades contra a ascensão da extrema direita e as agressões imperialistas”. E afirmam que, “diante da barbárie, levantamos a bandeira da solidariedade internacional, da luta dos povos e de um futuro socialista”.












