“Correios precisam de um plano estratégico sério e não de demissões”, afirma Federação

Fotos: Divulgação

Maioria dos trabalhadores rejeitou plano de demissão apresentado pela empresa

A maioria dos trabalhadores dos Correios rejeitou o Plano de Demissão Voluntária (PDV) proposto pela empresa. A adesão ao PDV atingiu apenas 2,3 mil funcionários, número muito abaixo do plano apresentado pela empresa, de atingir 10 mil pessoas, além da projeção de outros cinco mil em 2027.

As demissões foram repudiadas pelas entidades representativas dos trabalhadores. Para a Federação Nacional dos Trabalhadores dos Correios (Fentect), é inaceitável que “a gestão da empresa tente transferir para os trabalhadores a responsabilidade por uma crise que não foi causada pela categoria, mas sim pelo acúmulo de má gestão, falta de planejamento e decisões administrativas desastrosas”.

A entidade também denuncia que a empresa “já opera com um déficit alarmante de pessoal, com uma força de trabalho envelhecida, sem renovação e sem a transição geracional necessária para manter a empresa funcionando, situação que pressiona os trabalhadores, precariza as condições de trabalho e compromete a qualidade do serviço oferecido ao povo brasileiro”.

“Empurrar um PDV goela abaixo, tentando alcançar 10 mil desligamentos, não é solução, é ataque”, afirma a entidade. “É a tentativa de desmontar a empresa por dentro e fragilizar ainda mais um serviço público essencial. A saída não está em demitir, e sim em estabelecer um plano de negócios sério, com planejamento financeiro de médio e longo prazo, modernização, ampliação de receita e valorização dos trabalhadores que sustentam a empresa todos os dias”.

“Não aceitaremos que trabalhadores sejam usados como bode expiatório para justificar políticas que só aprofundam a crise. Defenderemos, com firmeza, o patrimônio público, os empregos e o direito da população de receber um serviço postal universal, de qualidade e socialmente relevante”, afirma a entidade.

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