CPI quebra sigilos e convoca Vorcaro para depor sobre fraudes do seu banco

Daniel Vorcaro, dono do Banco Master (Foto: Divulgação - Banco Master)

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado aprovou a convocação para depoimento do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e a quebra de sigilos do banco.

Por meio de um requerimento apresentado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE), foram quebrados os sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático do Banco Master entre 2022 e 2026.

O objetivo é “compreender a estrutura financeira utilizada pelo crime organizado para infiltrar-se no Sistema Financeiro Nacional e nas instituições de Estado”.

No âmbito do sigilo telemático, o requerimento aprovado exige a transferência de informações para a CPI sobre dados cadastrais e utilização das contas do Banco Master no Instagram, Facebook, Google, Telegram, WhatsApp e de serviços da Apple.

“É fundamental dissecar a função que o Banco Master desempenhou como a ‘bomba de sucção’ e posterior ‘distribuidor’ de recursos ilícitos. A quebra dos sigilos da instituição financeira é a medida basal para rastrear o caminho do dinheiro e identificar a destinação final dos recursos captados fraudulentamente”, argumentou o senador no requerimento.

O Banco Master foi liquidado, por decisão do Banco Central, por conta de fraudes financeiras. A empresa privada vendia títulos de crédito falsos e usava dinheiro público, como dos aposentados do Rio de Janeiro, nessas operações.

“Para compreender a necessidade imperiosa desta medida cautelar, é fundamental dissecar a função que o Banco Master desempenhou como a ‘bomba de sucção’ e posterior ‘distribuidor’ de recursos ilícitos. A quebra dos sigilos da instituição financeira é a medida basal para rastrear o caminho do dinheiro (follow the money) e identificar a destinação final dos recursos captados fraudulentamente”, continuou Vieira.

A Comissão também aprovou a quebra dos sigilos da empresa Maridt, da qual o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli foi sócio. A empresa vendeu sua participação em um resort para um fundo ligado ao Banco Master.

Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, cuja esposa é advogada e foi contratada pelo Master, foram convidados para prestar esclarecimentos.

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