Entidades do movimento social condenaram os ataques dos EUA e Israel ao Irã, principalmente a escola de crianças, que ocasionaram ao menos a morte de 185 estudantes. A escola primária feminina fica em Minab, no sul do Irã, próxima ao estratégico estreito de Ormuz.

Em nota, a União Municipal dos Estudantes Secundaristas de São Paulo (UMES) afirmou que “Atacar uma escola é uma das faces mais perversas desta criminosa agressão. Além disso, um hospital na região também foi danificado, comprometendo ainda mais o atendimento às vítimas, e bombardeios em Teerã vitimaram outros estudantes”, disse.
“Ataques deliberados contra civis, especialmente contra crianças e instituições de ensino, constituem claras violações do direito internacional humanitário e são definidos como crimes de guerra. A comunidade internacional não pode se omitir diante de tamanha brutalidade. O silêncio diante do assassinato de crianças é cumplicidade. Os responsáveis por este ato devem ser identificados, julgados e punidos exemplarmente”, continuou.
O Movimento Sem Terra (MST) também repudiou os ataques. “O Movimento Sem Terra condena o ataque criminoso dos regimes imperialistas e sionistas de EUA e Israel contra o povo iraniano. Mais uma vez, como na Guerra dos Doze Dias, em junho de 2025, Washington e Tel Aviv agem de forma traiçoeira e atacam o Irã em meio às negociações diplomáticas que ainda aconteciam em Genebra com a mediação do governo de Omã”, disse.
“O Movimento Sem Terra declara toda sua solidariedade à resistência do povo iraniano e conclama os países de todo o mundo a pressionarem os regimes imperialista e sionista a cessarem imediatamente as agressões ao Irã”, continuou.
A União Nacional dos Estudantes (UNE) emitiu uma nota em suas redes sociais. “O imperialismo precisa acabar. Nas últimas horas, os EUA e Israel lançaram novos ataques contra o Irã logo após Trump falar em “forçar a paz” aos países que não forem aliados. Estamos assistindo a cada dia uma escalada militar que ignora princípios básicos do direito internacional e diplomacia. Por isso repetimos que defender a paz, a soberania e a autodeterminação dos povos é urgente”, disse a entidade.
O Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo (SJSP) e a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) também repudiaram os brutais e covardes ataques militares.
“A política adotada por Israel e EUA de ataques deliberados a alvos civis, bem como a de assassinatos seletivos de lideranças políticas, são particularmente repugnantes. A alegação de que o ataque foi “preventivo” é inteiramente infundada, pois não havia qualquer evidência de que o Irã estava prestes a atacar qualquer desses países. Muito ao contrário, o Irã estava participando de negociações com os EUA a respeito do programa nuclear iraniano”, afirmaram as entidades.
Ainda, a Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB) repudiou o ataque. “O país do Oriente Médio foi alvo de fortes bombardeios no momento em que estavam sendo realizadas reuniões entre Washington e Teerã supostamente em busca de uma solução diplomática para o conflito, o que realça a perversidade da agressão imperialista comandada por Donald Trump”, disse.
“A CTB repudia este covarde atentado, manifesta sua ativa solidariedade ao governo e ao povo do Irã e conclama à ampla mobilização social contra a guerra deflagrada pelos EUA e em defesa da paz e do direito das nações à autodeterminação”, continuou.











