Espanha reabre embaixada no Irã: “hora de cessar-fogo e de esforços pela paz”

Sintonia: os ministros dos Assuntos Exteriores do Irã, Abbas Araghch, e da Espanha, José Manuel Albares

“Este é um momento para diplomacia, diálogo, bom senso e trabalho conjunto a fim de reverter uma escalada que está desestabilizando todo o planeta”, afirmou o ministro das Relações Exteriores, José Manuel Albares

O ministro das Relações Exteriores da Espanha, José Manuel Albares, anunciou nesta quinta-feira (9) a reabertura da Embaixada da Espanha no Irã para apoiar “os esforços pela paz” no Oriente Médio durante o cessar-fogo de duas semanas acordado entre Washington e Teerã. Atualmente, conforme 130 países decidiram permanecer no país, apurou a agência EFE

“Este é um momento para diplomacia, diálogo, bom senso e trabalho conjunto a fim de reverter uma escalada que está desestabilizando todo o planeta”, afirmou Albares, condenando os ataques maciços de Israel no Líbano, que “demonstram claramente a fragilidade deste cessar-fogo”.

Na avaliação do primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, os ataques conjuntos realizados pelos EUA e Israel desde 28 de fevereiro contra a nação persa são “imprudentes e ilegais”. O mandatário assinalou que seu país jamais será “cúmplice de algo que seja ruim para o mundo”.

Contrariando a posição do Paquistão, que intermediou a trégua acordada, os governos Trump e Netanyahu alegam que o cessar-fogo anunciado na terça-feira (7) não inclui o Líbano, interpretação que lhes daria carta branca para o prosseguimento dos massacres.

ESPANHA PROIBIU USO DE BASES MILITARES POR WASHINGTON

Desde o começo da agressão genocida dos EUA e de Israel, o país europeu se posicionou de forma contundente em oposição à postura sanguinária, proibindo Washington de usar suas bases militares de Rota e Morón, e adotando uma postura firme às imposições de Trump.

Diante dos bombardeios despejados contra o Oriente Médio, no início de março, a Espanha havia fechado temporariamente sua embaixada em Teerã e evacuado seu corpo diplomático.

Apesar de acordado o cessar-fogo, os ataques israelenses ao Líbano continuaram, se intensificando nas últimas horas com o assassinato de de mais de 350 pessoas em áreas residenciais e ferindo mais de mil.

De acordo com o ministro espanhol, a decisão do fechamento da embaixada havia sido tomada “exclusivamente por razões de segurança” e, agora, está sendo reaberta porque “todos os fóruns possíveis” devem ser utilizados para alcançar a paz.

A ministra da Defesa da Espanha, Margarita Robles, denunciou que as tropas sionistas “arrancaram com violência” na terça-feira (7) um soldado espanhol que se encontrava “arriscando a vida” em uma força de paz no Líbano e o mantiveram ilegalmente detido. Robles denunciou as ações de agressão ao comboio espanhol como “absolutamente hostis”. “Senti vergonha alheia”, acrescentou.

Quanto ao avanço diplomático, a ministra subinhou que “não é possível um cessar-fogo se o Líbano não estiver incluído”, reiterando que, “necessariamente, tem de estar”.

O regime terrorista de Israel usou o seu ministro das Relações Exterioresl, Gideon Saar, para qualificar a reabertura da embaixada de Teerã de ação “descarada”: “uma vergonha eterna”.

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