O Bureau de Estatísticas do Trabalho (BLS, na sigla em inglês) em seu relatório sobre emprego divulgado na sexta-feira (6) revelou que, ao invés de um ganho líquido de 50.000 vagas, previsto pelos especialistas, foram cortados 92.000 empregos em fevereiro.
Um resultado que contradiz as declarações de Trump de que o país está numa pujança nunca vista, a oito meses das eleições intermediárias de novembro.
O relatório também revisou para baixo os empregos criados em janeiro, de 130.000 para 126.000 – 4.000 a menos que o informado inicialmente. Pior ainda na revisão de dezembro, em que um ganho previamente reportado de 50.000 virou uma perda de 17.000 vagas. A taxa de desemprego subiu para 4,4%.
As revisões fazem de 2025 o primeiro ano com cinco meses de perda líquida de empregos desde 2010. É também o segundo pior resultado desde 2020 (apenas o choque de outubro, menos 140.000, foi pior).
No último trimestre de 2025, o crescimento do PIB freara para 1,4% anualizado, sinalizando economia em desaceleração.
A confluência do péssimo relatório sobre geração de empregos com a alta do preço do barril de petróleo, provocada pela guerra de agressão do eixo EUA-Israel ao Irã, levando o The Wall Street Journal a falar de “Um Ataque de Pânico Econômico na Sexta-feira”, acrescentando o questionamento: “um relatório ruim de empregos e a alta dos preços do petróleo são sinais de problemas à frente?”.
Em outra chamada, o WSJ registrou que “os Estados Unidos se preparam para o choque de petróleo enquanto a guerra do Irã estrangula o suprimento”: “o conflito com o Irã interrompeu uma rota chave de transporte de energia, fazendo com que o petróleo bruto dos EUA atingisse seu aumento semanal mais rápido desde 1983 e alimentando preocupações com recessão”.











