Ex-presidente Ahmanidejad está vivo, confirma o Irã

Ahmadinejad passeou em Teerã após ser dado como morto (RAN)

O ex-presidente Mahmoud Ahmadinejad, cuja morte chegou a ser festejada em Israel e provavelmente em Mar a Lago no fim de semana, como parte do traiçoeiro ataque contra o Irã, está vivo e bem, segundo a mídia iraniana, que inclusive divulgou imagens dele.

De acordo com a informação agora desmentida, Ahmadinejad, de 69 anos, que serviu como presidente iraniano de 2005 até 2013, teria sido morto em Narmak, no leste de Teerã, no sábado (28).

Já logo a seguir uma fonte próxima ao ex-presidente rejeitou os rumores, dizendo à RT que Ahmadinejad não foi ferido.

A fonte confirmou a reportagem da agência de notícias turca Anadolu no domingo, citando um dos conselheiros de Ahmadinejad, de que o ex-presidente havia sido transferido para um local seguro. A pessoa confirmou que um prédio ligado a Ahmadinejad havia sido realmente atingido e que três de seus seguranças foram mortos no ataque.

“Sua própria residência permaneceu intacta e não foi alvo”, disse o conselheiro, observando que o prédio atingido estava a 100 metros de distância.

Em 2009, o presidente brasileiro Lula e o presidente turco Recep Erdogan chegaram a obter do então presidente Ahmadinejad a aceitação de um plano, que havia sido encorajado pelo próprio presidente norte-americano Obama, para limitação do enriquecimento de urânio, depois de dez meses de negociações, mas que foi vetado pelos EUA, para agravar a situação e servir de pretexto para impor mais sanções.

Como o então chanceler brasileiro Celso Amorim disse em 2010 ao jornal britânico Financial Times, “queimamos os nossos dedos ao fazer coisas que todo mundo disse que eram úteis e no fim concluímos que algumas pessoas simplesmente não aceitam um ‘sim’ como resposta”.

No caso, Amorim se referia às três condições apresentadas em carta por Obama para que a negociação vingasse: “quantidade de urânio enriquecido a ser enviado ao exterior pelo Irã (1,2kg), local que seria depositado (Turquia) e o tempo em que isso ocorreria (imediatamente)”.

Segundo o livro A Single Roll of the Dice (“Uma Única Jogada do Dado”), de Trita Parsi, publicado em 2012, a Casa Branca estava contando com o fracasso da negociação diplomática para apertar as sanções contra o Irã.

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