Farsa: Flávio usa imagem de miséria do governo do seu pai como se fosse de Lula

Essa imagem de pessoas catando comida no caminhão de lixo é de 2021, no governo Bolsonaro, quando a fome atingiu boa parte da população brasileira. E Flávio falseou, mostrando como se fosse agora (Fotos: Reprodução - Redes sociais)

Flávio Bolsonaro (PL-RJ) utilizou um vídeo de pessoas procurando comida no caminhão de lixo gravado enquanto seu pai, Jair Bolsonaro, era presidente, para atacar o presidente Lula e acusá-lo de deixar a população brasileira com fome.

A gravação, que mostra várias pessoas buscando comida dentro do caminhão de lixo, foi feita em 2021, em Fortaleza (CE).

Flávio, que é pré-candidato a presidente, disse que o governo Lula colocou o Brasil em uma crise e faz com que as famílias “comam menos” e tenham a “panela vazia”.

No entanto, foi somente em 2025, sob o governo Lula, que o Brasil saiu do Mapa da Fome, que é um estudo produzido pela Organização das Nações Unidas (ONU).

Isso significa que o Brasil conseguiu reduzir a menos de 2,5% da população a quantidade de pessoas em risco de subnutrição ou de falta de acesso à alimentação suficiente. O país tinha entrado no Mapa da Fome no governo de Jair Bolsonaro.

No vídeo, Flávio Bolsonaro criticou Lula por ter feito a regulamentação das bets, mas não mencionou que a farra das apostas começou e explodiu no governo de seu pai, Jair Bolsonaro, quando as apostas online foram liberadas sem qualquer regulamentação e até mesmo sem que as empresas que lucram com os jogos de azar pagassem impostos.

Em 2021, enquanto a população de Fortaleza procurava comida no caminhão de lixo, Flávio Bolsonaro estava negociando a compra de uma mansão em Brasília por R$ 6 milhões, o que aconteceu com financiamento superfacilitado pela gestão bolsonarista do BRB.

A mansão no Lago Sul, região nobre da capital do país, tem 1.100 m² de área construída em um terreno de 2.400 m². As quatro suítes, o spa, a academia e a brinquedoteca contam com acabamento em mármore.

Flávio Bolsonaro foi denunciado pela Procuradoria-Geral de Justiça do Rio de Janeiro por liderar uma organização criminosa que se apropriava do salário de seus assessores, o que é conhecido como “rachadinha”. Ele teria desviado cerca de R$ 6 milhões de dinheiro público. O caso foi arquivado porque as provas foram anuladas.

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