Entidade alerta para quadro de “compressão da atividade econômica”
Entidades do comércio e serviços de Minas Gerais argumentam que o recente corte de 0,25 ponto percentual na Selic é insuficiente para recuperar a atividade econômica. A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), que reduziu a taxa básica de juros de 15% para 14,75%, manteve os juros reais entre os maiores do mundo, prolongando a agonia do comércio, do setor produtivo e das famílias.
A Federação do Comércio de Bens Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio-MG) afirma que o ritmo de redução da Selic está aquém das necessidades impostas pelo atual estágio da economia brasileira.
“Com o orçamento pressionado pelo custo do crédito, o consumidor posterga decisões de compra, o que retroalimenta o desaquecimento da economia, afetando diretamente setores intensivos em consumo, como comércio e serviços. Nesse contexto, a condução da política monetária precisa avançar com maior velocidade na redução dos juros, sob pena de prolongar um quadro de compressão da atividade econômica e elevação da mortalidade empresarial”, afirma a Fecomércio em nota.
A entidade cita ainda o endividamento das famílias, também reflexo dos juros altos, como componente para redução da capacidade de consumo.
Em nota, a Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH), falou que a decisão de iniciar o ciclo de redução da Selic era aguardada há “bastante tempo”.
“Esperamos que a queda dos juros seja contínua. Com o tempo, há tendência de melhora no consumo, especialmente em produtos de maior valor e que dependem de parcelamento, como bens duráveis e semiduráveis”, analisa a entidade.











