“Brasil virou isso: os que gravam vídeos não fazem”, disse o ministro Rui Costa sobre as declarações de Zema
Na última terça-feira (3), o governo federal rebateu as declarações do governador Romeu Zema (Novo), que acusou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de espalhar “fake news” sobre suposta omissão do Estado na prevenção às chuvas, e reafirmou que Minas Gerais não apresentou propostas para acessar recursos da União destinados à área.
As fortes chuvas que atingiram Minas Gerais na última semana deixaram ao menos 72 mortos, além de 3,5 mil desabrigados, ocasionando a evacuação de ruas e a suspensão de aulas das redes municipais e estadual.
A nova manifestação ocorreu na segunda-feira (2), em coletiva de imprensa no Palácio do Planalto sobre a situação das cidades da Zona da Mata atingidas por temporais. Questionado sobre a alegação de Zema contra Lula, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, reforçou que o governo estadual não teria encaminhado projetos adequados para habilitação aos programas federais.
“Essas propostas foram apresentadas pelos municípios, porque, infelizmente, o governo do estado não apresentou propostas para a prevenção de acidentes. Seja em 2023, 2024 ou 2025. Na primeira seleção, ele apresentou duas propostas completamente fora do enquadramento, de valores muito baixos, mas que estavam completamente tecnicamente desenquadradas”, afirmou.
“E, portanto, o estado de Minas Gerais não demonstrou interesse em apresentar sequer a proposta. Ou seja, a situação é pior do que compreendida pelo governador e respondida pelo seu vídeo. Infelizmente, o Brasil virou isso. Aqueles que fazem e aqueles que gravam vídeos. Os que gravam vídeos não fazem e contra os que estão fazendo são acusados por aqueles que gravam vídeos”, avaliou o ministro de Lula.
Ele reforçou que foi na atual gestão de Lula que a União voltou a disponibilizar recursos para ações de prevenção de desastres para os entes federativos. “Eu quero reafirmar que nós retomamos no Brasil do presidente Lula. A última seleção que tinha sido feita para desastre no Brasil foi no governo de Dilma Rousseff, em 2013. Foi a última seleção aberta para que municípios e estados apresentassem propostas, seja para encostas, seja para macrodrenagem. Isso só voltou a acontecer agora com o presidente Lula de abrir para os estados e municípios apresentarem propostas novamente e disponibilizado republicanamente recursos para macrodrenagem e para encostas”, afirmou.











