Guarda costeira cubana repele ataque terrorista a partir dos EUA

Os terroristas Ledián Padrón e Cristian Acosta tiveram que se enfrentar com a determinação – e a mira – dos cubanos (Granma/Redes sociais)

Lancha rápida vinda da Flórida foi interceptada quando os mercenários norte-americanos abriram fogo e feriram um cubano. Quatro terroristas foram abatidos e seis foram presos

Uma unidade da Guarda Costeira de Cuba interceptou na manhã de quarta-feira (25) uma embarcação terrorista proveniente dos Estados Unidos quando, na tentativa de não serem capturados, os mercenários abriram fogo e feriram o comandante cubano.

Em resposta, os cinco combatentes da Ilha abateram de imediato quatro agressores e deixaram seis feridos, que “foram evacuados e receberam assistência médica”.

Como especifica o comunicado do Ministério do Interior (Minint), “a lancha rápida infratora” foi alvejada “dentro das águas territoriais cubanas com matrícula da Flórida, EUA, com fólio FL7726SH, ao se aproximar a uma milha náutica (1,6 quilômetro) a noroeste do canal El Pino, em Cayo Falcones, município de Corralillo, na província central de Villa Clara”.

Diferente do tratamento dado pelos EUA, que mandam pelos ares as embarcações colombianas e venezuelanas que navegam pelo Caribe sem a sua permissão – já tendo assassinado a mais de 150 pessoas sem qualquer comprovação de delito, Cuba cumpre exatamente com os requisitos da legislação internacional.

EMBARCAÇÃO TRANSPORTAVA 10 MERCENÁRIOS FORTEMENTE ARMADOS

A investigação revelou que a embarcação estadunidense transportava 10 marginais fortemente armados, que segundo confirmaram os próprios detidos, “tinham intenções de realizar uma infiltração com fins terroristas”. Foram apreendidos com os mercenários “fuzis de assalto, pistolas, dispositivos explosivos caseiros de construção artesanal (coquetéis molotov), coletes à prova de balas, miras telescópicas e uniformes de camuflagem”.

A notificação oficial indica que os detidos se chamam Amijail Sánchez González, Leordan Enrique Cruz Gómez, Conrado Galindo Sariol, José Manuel Rodríguez Castelló, Cristian Ernesto Acosta Guevara e Roberto Azcorra Consuegra. Até o momento só um dos quatro mortos pôde ser identificado: Michel Ortega Casanova.

Mas, de acordo com Javier Díaz, da Univisión 23, outro dos que participaram da frustrada operação se chamava Ledián Padrón, tem entre 24 a 25 anos, e até a noite de quarta sua família não havia tido notícias dele. Pouco depois, o próprio jornalista confirmou seu falecimento.

Segundo o comunicado oficial, todos os mercenários envolvidos no incidente são cubanos residentes nos Estados Unidos, a maioria com antecedentes criminais, incluindo Amijail e Leordan, procurados pelas autoridades cubanas por seu envolvimento na promoção, planejamento, organização, financiamento, apoio ou prática de atos terroristas em território nacional ou em outros países.

Durante a investigação, o Minint também confirmou a prisão de Duniel Hernández Santos, que chegou dos EUA para facilitar a recepção da frustrada infiltração armada. O marginal já confessou seu envolvimento.

“Cuba reafirma seu compromisso com a proteção de suas águas territoriais, com base no princípio de que a defesa nacional é um pilar fundamental para o Estado cubano, a fim de proteger sua soberania e estabilidade na região”, assinalou o Ministério do Interior, frisando que as autoridades continuam a investigação para obter “um completo esclarecimento dos fatos”.

RÚSSIA CONDENA “PROVOCAÇÃO AGRESSIVA DOS EUA”

“Trata-se de uma provocação agressiva por parte dos Estados Unidos, cujo objetivo é agravar a situação e desencadear o conflito”, enfatizou a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, María Zajárova.

Lavando as mãos diante da trágica tentativa, o secretário de Estado dos EUA, Marcos Rubio, disse que não se tratava de uma operação do governo norte-americano e que não iria “especular sobre de quem era o barco, o que estavam fazendo, por que estavam lá, ou o que realmente aconteceu”.

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