Incêndio a bordo de porta-aviões dos EUA durou mais de 30 horas, tripulação ficou sem camas

Porta-aviões Gerald Ford já havia ancorado em fevereiro no porto de Creta para manutenção nas latrinas (VCG)

Um incêndio na semana passada atingiu o porta-aviões americano ‘U.S.S. Gerald R. Ford’ e durou mais de 30 horas antes da tripulação conseguir extingui-lo. O incêndio começou na lavanderia do navio, na quinta-feira passada.

Dois marinheiros ficaram feridos, o Comando Central do exército americano disse que eles foram tratados para “lesões que não ameaçam suas vidas”. Vários tripulantes sofreram com a inalação de fumaça.

De acordo com o artigo do ‘The New York Times’, o incêndio deixou cerca de 600 tripulantes do navio de guerra americano sem acomodações e sem poder lavar as roupas. Agora eles tem que encontrar novas formas de se acomodar no navio como dormir no chão, em mesas e em áreas improvisadas enquanto os dormitórios não são reformados. O ‘U.S.S. Gerald R. Ford’ tem uma tripulação de 4500, entre marinheiros e pilotos de jato, e foi enviado para as proximidades do Irã.

O ‘U.S.S. Gerald R. Ford’ também já foi enviado para o mar do caribe para fazer pressão contra a Venezuela, antes dos americanos sequestrarem o líder venezuelano, Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores. Agora eles foram enviados por Trump, para o Oriente Médio, para uma guerra que Washington desencadeou ontra o Irã.

TUBULAÇÕES ENTUPIDAS DE COCÔ

Outros problemas já haviam agravado as condições dentro do navio, como problemas nas tubulações de 650 vasos sanitários. O navio estava programado para ser enviado para o estado americano da Virgínia para manutenção, mas foi adiado.

O ‘U.S.S. Gerald R. Ford’ já está no mar há 10 meses, e mais um mês ele irá quebrar o recorde de mais tempo de permanência no mar, o NYT informou que os tripulantes do Ford relataram que é esperado que a missão se estenda até maio, prolongando ainda mais o desgaste na tripulação.

“Os navios também ficam cansados e ficam sobrecarregados durante implantações prolongadas. Em condições tão duras por tanto tempo, você não pode esperar que o navio e a tripulação mantenham condições de pico da capacidade”, disse John F. Kirby, contra-almirante aposentado da Marinha americana e ex-porta-voz do Conselho de Segurança Nacional sob o governo de Biden.

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