Em respostas recentes, mísseis iranianos de precisão acertaram diversas bases instaladas em países da região e petroleiro utilizado por Israel
A força de elite iraniana, a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), anunciou nesta terça-feira (31) que destruiu um centro secreto de comando norte-americano nos Emirados Árabes, nas proximidades da base aérea de Al Minhad, acrescentando que havia “cerca de 200 oficiais e comandantes” no local antes do impacto.
Descrito como um esconderijo onde os militares norte-americanos se abrigavam, fora de bases militares, por temerem os mísseis destrutivos do Irã, o centro foi alvejado e destruído com precisão por drones explosivos. O local havia sido detectado pelos serviços de inteligência iranianos.
“BASES DOS EUA SE TORNARAM INSEGURAS PARA SEUS COMANDANTES”
“As bases dos EUA se tornaram inseguras para seus comandantes”, observou o comunicado da IRGC, sobre mais essa fase da operação Promessa Verdadeira 4.
Em outro ataque, um alojamento utilizado por tropas dos EUA no Bahrein também foi atingido em cheio, em um disparo de precisão. Também foi destruído um sistema antidrone pertencente à Quinta Frota dos EUA, que havia sido implantado próximo à sua base perto do aeroporto da capital, Manama.
Adicionalmente, dois radares avançados de alerta antecipado na base terrorista americana “Jaber al-Ahmad”, no Kuwait, foram atingidos por drones.
Um petroleiro de bandeira do Kuwait foi atingido no porto de Dubai, segundo as agências de notícias, causando um incêndio, durante uma retaliação iraniana contra os agressores. Um navio porta-contêineres pertencente ao regime israelense, chamado Express Halfong, foi atingido por mísseis balísticos nas águas do Golfo Pérsico, segundo o comunicado. Mísseis e drones iranianos atingiram, ainda, Bnei Brak, Ramat Gan e Petah Tikva, na região de Tel Aviv.
A IRGC reiterou que o Estreito de Ormuz está total e firmemente sob o controle de suas forças. “O menor movimento do inimigo será respondido com ataques de mísseis e drones”, alertou o comunic”ado.
“OPERAÇÕES DE LEGÍTIMA DEFESA”
Essas operações são de legítima defesa, de acordo com o direito internacional, em resposta à agressão não provocada que EUA e Israel desencadearam no dia 28 de fevereiro e que inclui a tentativa de decapitação do governo iraniano através do assassinato do líder supremo Ali Khamenei e crimes de guerra como a chacina da escola primária de Minab.
Na véspera, a Guarda Revolucionária Islâmica executou a 87ª onda de retaliação da Operação Promessa Verdadeira, atacando centros de comando e instalações militares dos EUA em toda a região, em homenagem ao contra-almirante Alireza Tangsiri, comandante da Marinha da IRGC que foi martirizado enquanto reforçava as defesas costeiras do Irã.
Na sexta-feira, em resposta aos ataques americano-israelenses contra indústrias iranianas, incluindo duas das principais siderúrgicas, o Irã atacou a fábrica da Emirates Aluminum (EMAL) nos Emirados Árabes Unidos, a linha de produção de alumínio mais longa do mundo, e a fábrica da Aluminum Bahrain (ALBA), que opera com investimento americano e desempenha um papel significativo no fornecimento para as indústrias militares dos EUA.











