Irã é o primeiro a abater o F-35, caça mais moderno dos EUA

O caça F-35 entra na mira para logo depois ser abatido por míssil iraniano (Redes Sociais)

“F-35 foi derrubado pela primeira vez no mundo”, saudou o presidente do parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf

Um F-35 dos EUA de quinta geração, alardeado por Washington como o mais avançado do mundo, além de o mais caro, US$ 100 milhões cada, e mínima exposição ao radar, foi abatido pelo Irã, com a Guarda Revolucionária Islâmica divulgando vídeo da interceptação.

Imagens térmicas divulgadas pelo IRGC mostram a silhueta de um avião, correspondendo a de um F-35, atingido por um projétil. As imagens cortam abruptamente após o atentado. É o primeiro relato de abate do F-35 em combate.

O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) confirmou que seus avançados e modernos sistemas de defesa aérea neutralizaram com sucesso a aeronave furtiva de quinta geração sobre o espaço aéreo central do Irã às 2h50 da manhã, horário local, de quinta-feira.

O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, saudou o histórico ataque ao F-35 americano pelas forças iranianas, declarando que a destruição desse símbolo da arrogância dos EUA marca o colapso da ordem mundial liderada pelo Ocidente.

MITO DESFEITO

“O F-35 não era apenas um caça, era um monumento à invencibilidade e arrogância do exército americano; um símbolo teológico, afirmado invisível a qualquer olho e superior a todo poder”, escreveu antes de citar um versículo do Alcorão: “porém, ‘a Mão de Allah está acima de suas mãos’.” (Alcorão Sagrado, 10:48)

O presidente do Parlamento observou que o mito da tecnologia furtiva americana foi desfeito: “este símbolo foi derrubado pela primeira vez no mundo. Esse foi o momento em que uma ordem inteira desmoronou”, acrescentou Qalibaf.

“Vocês podem esperar mais surpresas”, enfatizou o major-general Ali Abdollahi, comandante do Quartel-General Central Khatam al-Anbia, a mais alta unidade de comando operacional do Irã, respondendo às ameaças de Trump e ao “regime sionista, seu aliado e força subordinada”, sobre a derrubada do F-35.

EM “MISSÃO DE COMBATE”, ADMITIU CENTCOM

O Capitão Tim Hawkins, porta-voz do Comando Central dos EUA, não teve escolha a não ser confirmar que o jato de 100 milhões de dólares estava “em missão de combate sobre o Irã” quando foi interceptado. Segundo a CNN, a aeronave teria conseguido fazer um pouso de emergência em uma base aérea norte-americana na região.

Segundo a RT, o projétil usado para atingir a aeronave americana parece ser o “’míssil 358′, também conhecido como SA-67, um míssil terra-ar iraniano desenvolvido localmente e introduzido no final da década de 2010”. Acredita-se – acrescenta o portal russo de notícias – que combine propriedades de projéteis antiaéreos convencionais com drones de longo alcance, e seja capaz de permanecer no ar por longos períodos, atuando como munição de espera e aguardando o ataque de um alvo.

Mesmo sites pró-império como a Bloomberg tiveram de admitir o estrago que o Irã está fazendo. Atribuiu ao Irã a destruição de três F-15, um avião-tanque KC-135, 10 drones de ataque Reaper e outras duas aeronaves não tripuladas, em incidentes separados. 

O portal acrescentou que, embora as defesas aéreas do Irã tenham sido um dos primeiros alvos da campanha aérea EUA-Israel, destruí-las e estabelecer a superioridade aérea “continua sendo um objetivo difícil”.

A contabilidade dos iranianos é mais precisa e inclui, além de todos os listados pela Bloomberg, mais cinco KC-135 destruídos em uma base aérea na Arábia Saudita, outro KC-135 que conseguiu todo estropiado fazer um pouso de emergência, enquanto o total de drones é substancialmente maior, 125.

BLITZKRIEG FRACASSA

Já são três semanas desde que o Eixo EUA-Israel desencadeou uma agressão ao Irã e covardemente assassinou seu líder supremo, o aiatolá Khamenei, em completa violação da Carta da ONU e da jurisprudência de Nuremberg, mas o que parecia uma rápida blitzkrieg para decapitação da liderança do país e imposição de um lacaio que entregasse de novo o petróleo iraniano às Sete Irmãs, se tornou em um exemplo de altivez para o mundo, fazendo chover mísseis e drones contra as bases norte-americanas e contra Israel, fechando o canal de Ormuz, e respondendo ao ataque ao maior campo de gás do mundo com a represália às refinarias e centros de produção ligados aos EUA.

A agressão Trump-Netanyahu ameaça jogar o mundo na recessão e inflação, sob os cortes na produção e transporte impostos por sua guerra de escolha, que fazem disparar o preço do petróleo, do gás e dos fertilizantes.

O pretexto de Trump para seguir o genocida Netanyahu na aventura foi desmentido pelo próprio chefe antiterrorista dos EUA, que renunciou ao cargo, denunciando que “não havia qualquer ameaça aos EUA”. No dia seguinte, em relatório entregue ao Senado, a diretora de Inteligência do governo Trump, Tulsi Gabbard, registrou que depois do ataque de junho do ano passado, o Irã não fez nada para retomar o programa nuclear, tendo selado os locais com cimento.

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