Deputados do PT e do Podemos acusam o ex-relator da CPMI do INSS, do PL do Amapá, de envolvimento em um caso de estupro de uma menor de idade e oferecer R$ 470 mil para silenciar a denúncia
O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) e a senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) reafirmaram que Alfredo Gaspar (PL-AP), ex-relator da CPMI do INSS, está envolvido em um caso de estupro e trabalho análogo à escravidão e precisa fazer um teste de DNA caso queira provar sua inocência.
O bolsonarista Gaspar nega que tenha cometido esses crimes, mas não apresentou seu material genético para o teste. Ele apresentou o caso ao Conselho de Ética e pediu a cassação de Farias e Thronicke.
Para Lindbergh Farias, “o único jeito” de Alfredo Gaspar “resolver esse problema é entregando seu material genético à Polícia Federal”.
O caso foi denunciado por Lindbergh e Soraya após receberem informações por meio de jornalistas. Alfredo Gaspar teria estuprado e engravidado uma adolescente, que trabalhava em sua casa sem receber salário. Ele ainda teria dado R$ 70 mil e oferecido outros R$ 400 mil para que a vítima ficasse calada.
Lindbergh falou que o Gaspar “vai encarar a verdade, vai ter investigação. A única coisa que ele pode fazer, em vez de ficar gritando pensando que intimida as pessoas, é apresentar o seu material genético. Ele vai ser obrigado”.
Gaspar “é um criminoso, um daqueles elementos falsos da extrema-direita que se dizem defensores da família e dos bons costumes”, acrescentou.
Soraya escreveu em suas redes sociais que “não existe gritaria, xingamento, ameaça ou qualquer outra coisa que possa livrar o deputado Alfredo Gaspar de ter de disponibilizar o seu precioso material genético à Polícia Federal para provar a sua alegada inocência”.
“A casa dele caiu, e o que nos preocupa é somente a segurança das vítimas. Se uma ‘unhazinha’ delas cair, já temos o primeiro suspeito! O estado brasileiro está presente. Os tempos são outros, deputado!”, completou.
Alfredo Gaspar nega ter estuprado a adolescente e disse que ela manteve relações sexuais consensuais com um primo, nas quais teria engravidado. Sobre isso, apresentou ainda um suposto teste genético de seu primo.
Soraya Thronicke aponta que o caso apresentado por Gaspar “nada tem a ver com a denúncia”, sendo muito anterior.
No caso denunciado pela senadora, “estamos tratando de uma possível filha de 8 anos, cuja mãe tem 21”.
“Para se defender, ele trouxe um DNA do primo juiz e um vídeo da filha desse primo já bem adulta que ele reconheceu tardiamente. Uma história não tem nada a ver com a outra!”, contou.











