“Aquilo quer for material, que a cidade teve prejuízo, educação, saúde, as casas, nós vamos garantir que as pessoas vão ter de volta”, afirmou o presidente
Em coletiva de imprensa durante visita a Juiz de Fora, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, neste sábado (28), que todos os prejuízos causados pelas chuvas nos municípios da Zona da Mata de Minas Gerais serão recuperados. “Aquilo quer for material, que a cidade teve prejuízo, educação, saúde, as casas, nós vamos garantir que as pessoas vão ter de volta”, afirmou o presidente.
Ao lado de ministros e autoridades municipais, Lula reforçou que o governo pretende atuar em cooperação com os prefeitos para acelerar a liberação de recursos e viabilizar a recuperação das cidades atingidas. “Os prefeitos têm que fazer um trabalho muito sério de levantamento de todos os prejuízos. A única coisa que, lamentavelmente, a gente não pode recuperar é a vida das pessoas que morreram”, disse Lula durante visita a uma das áreas afetadas, em Ubá.
O presidente também defendeu agilidade nas ações de reconstrução e no atendimento às demandas municipais. “A gente não tem que ficar com burocracia. Vamos todos assumir a responsabilidade e, na hora que os prefeitos entregarem as demandas da cidade, vamos tratar de fazer as coisas acontecer com muita rapidez”, enfatizou.
O mandatário se reuniu com os prefeitos Margarida Salomão, de Juiz de Fora; José Damato, de Ubá; e Maurício dos Reis, de Matias Barbosa. As três cidades estão em situação de calamidade pública. Outros dois municípios – Divinésia e Senador Firmino – encontram-se em emergência.
Ao detalhar a estratégia habitacional, Lula afirmou que não serão reconstruídas as casas em lugar de risco. “A gente não vai recuperar a casa no lugar que a pessoa vai continuar risco”, disse o presidente, afirmando que a prioridade será garantir moradia segura às famílias atingidas. “Nós temos que arrumar terreno para fazer as casas. Se não tiver terreno, a gente vai adotar o mesmo sistema de compra assistida”, frisou.
Lula explicou como funcionará o mecanismo. “O que é compra assistida, vai ter valor para comprar a casa e a pessoa pode escolher em qualquer cidade do estado de Minas Gerais”, disse.
O número de mortes nas enchentes e deslizamentos de terra em Minas Gerais subiu para 66, das quais 60 em Juiz de Fora e seis em Ubá, informou o Corpo de Bombeiros. Três pessoas ainda seguem desaparecidas, sendo duas em Ubá e uma em Juiz de Fora.
Até o momento, o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional aprovou recursos no valor de R$ 11,3 milhões para socorrer as três cidades mais afetadas. Esses recursos são voltados tanto para assistência humanitária como para restabelecimento dos serviços essenciais, por intermédio dos planos de trabalho apresentados pelas prefeituras.
Também em Ubá, o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, afirmou que as equipes do governo, incluindo as do Sistema Único de Assistência Social (Suas), estão em toda a região, atuando também nos municípios menores para atender a população e auxiliar na elaboração dos planos.
“Não vai faltar apoio a qualquer município de Minas Gerais, é um tempo que não é curto, aqui tem uma fase, de apoio humanitário, de salvamento, de alimentação, de abrigo, mas agora nós já estamos trabalhando nos projetos também”, disse. Dias confirmou que haverá a antecipação do pagamento de auxílios. como o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e Bolsa Família. Os moradores das três cidades em calamidade pública – Juiz de Fora, Ubá e Matias Barbosa – também podem solicitar o saque do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).
Com informações da Agência Brasil











