Lula e Sánchez defendem fim da agressão ao Irã

Presidente do Brasil e o premiê da Espanha (Foto: Ricardo Stuckert - PR)

O presidente Lula conversou, na quarta-feira (4), com o primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, sobre a guerra entre os Estados Unidos e Israel contra o Irã e os dois expressaram o “desejo de que a guerra termine” e que se iniciem negociações com base no direito internacional.

Lula aceitou o convite para visitar a Espanha em abril e participar da reunião “Em Defesa da Democracia”, em Barcelona.

“Conversamos sobre a situação no Oriente Médio. Compartilhamos o desejo de que a guerra possa chegar a um fim com a maior brevidade possível e que as negociações de paz possam ter início sob o amparo do direito internacional”, informou o presidente do Brasil em suas redes sociais.

“Reiteramos também nosso compromisso com o multilateralismo como caminho para construção da paz e do desenvolvimento sustentável de que o mundo tanto precisa”, continuou.

O premiê Pedro Sánchez acrescentou que a Espanha e o Brasil partilham “o desejo de que a guerra termine e que as negociações comecem o mais rapidamente possível, no âmbito do direito internacional”.

Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, anunciou que vai romper as relações comerciais com a Espanha porque o país europeu proibiu o uso das bases militares dos EUA em seu território no ataque contra o Irã.

“A Espanha tem sido terrível”, falou Trump. “Vamos cortar todo o comércio com a Espanha. Não queremos nada a ver com a Espanha”, declarou.

Em resposta, Sánchez fez um pronunciamento reiterando que a posição da Espanha é contrária à guerra.

“Em primeiro lugar, somos contra o colapso da ordem internacional, que nos protege a todos, especialmente os mais vulneráveis, a população civil. E em segundo lugar, os problemas do mundo não podem ser resolvidos por meio de conflitos e bombardeios”, afirmou o presidente da Espanha.

O presidente da França, Emmanuel Macron, telefonou para Pedro Sánchez e manifestou solidariedade “da França em resposta às recentes ameaças de coerção econômica”.

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