Lula quer Brasil no controle da exploração de seus metais críticos

Presidente Lula. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

Governo estuda criação de uma estatal para o setor dada a importância estratégica das terras raras no atual cenário internacional

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reuniu ministros na sexta-feira (27) no Palácio do Planalto para discutir como garantir a soberania do país na exploração dos metais críticos do Brasil. A preocupação de Lula é totalmente oposta a de Flávio Bolsonaro que foi aos EUA neste último final de semana e ofereceu doar tudo para Trump.

O presidente Lula está pensando em criar uma empresa estatal voltada à exploração de terras-raras no Brasil. As terras raras são um conjunto de elementos que fazem parte dos metais críticos e que são essenciais para a informática, a transição energética, a inteligência artificial, o setor de defesa e muitos outros.

A proposta em análise prevê a criação de uma empresa estatal que seria responsável pelo controle da exploração de minerais estratégicos usados na produção de eletrônicos e em quase todo o que se refere à defesa.

Foi a intensificação de conflitos e guerras de agressão pelo mundo, como a que ocorre atualmente contra o Irã, que levou o presidente Lula a concluir que o Brasil precisa se preocupar com as suas terras raras. Ele acha que é uma grande oportunidade para o país avançar também no processamento interno destes materiais.

A reunião integrou debates internos do governo sobre o papel do Estado no setor mineral. Segundo a proposta, a nova empresa poderia atuar também na exploração de outros minérios considerados estratégicos, ainda não definidos oficialmente.

Entre as possibilidades avaliadas está a inclusão da mineração de ferro. Um dos modelos discutidos poderia ser aquele em que o governo tenha participação acionária em empresas do setor e detenha uma golden share, ação especial que concede poder de veto em decisões estratégicas. Participaram do encontro os ministros Dario Durigan (Fazenda) e Alexandre Silveira (Minas e Energia), além da secretária executiva da Casa Civil, Miriam Belchior, e do assessor especial da Presidência, Celso Amorim.

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