Mello acata imposição do 02 e joga Espiridião no lixo

Jorginho Mello (PL) é governador de Santa Catarina, (Foto: Roberto Zacarias - Secom)

O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), disse na terça-feira (3) que vai apoiar a candidatura de Carol de Toni (PL) ao Senado, jogando fora uma composição com o PP do senador Esperidião Amin. 

Em um evento da Frente Parlamentar pelo Livre Mercado (FPLM), presidida pela deputada Carol de Toni, Jorginho Mello a chamou de “senadora” e disse que ela será “candidata a senadora por Santa Catarina com o meu apoio”.

Jorginho Mello está se desfazendo de alianças e acordos em SC por imposição dos Bolsonaro que querem garantir espaço para que o ex-vereador do Rio de Janeiro, Carlos Bolsonaro, possa ser candidato a senador no Estado. Cada chapa só poderá ter dois candidatos ao Senado.

Uma dessas alianças jogada no lixo é com o PP, que tem como objetivo reeleger o senador Esperidião Amin (PP-SC).

Segundo o Congresso em Foco, Jorginho Mello e Carol de Toni vão se reunir na quarta-feira (4) com o presidente do PL, Valdemar da Costa Neto, para discutir o assunto.

Sem enfrentar Carlos Bolsonaro publicamente, Caroline ameaçou sair do PL para se candidatar por outro partido. “Tem uns seis partidos que me ofereceram a vaga. Avante, Podemos, PRD, Novo, MDB e PSD”, disse a deputada a jornalistas na terça.

Segundo a CNN Brasil, a posição de Valdemar é de que Carol de Toni não deve ter espaço no PL para ser candidata.

O MDB saiu da base do governo de Jorginho Mello por conta do pouco espaço que sobrou para os demais partidos com a chegada de Carlos Bolsonaro no Estado.

O partido tinha expectativas de indicar o candidato a vice-governador na chapa de Jorginho Mello, mas o atual governador entregou de surpresa essa vaga para o Novo. O MDB agora vai buscar “um projeto próprio para 2026” em Santa Catarina.

Em suas redes sociais, Carlos Bolsonaro publicou uma foto de Jorginho Mello com seu pai, Jair Bolsonaro, e disse que se reuniu com o governador. Na postagem, agradeceu a “atenção, lealdade e sensibilidade” de Mello para com a família Bolsonaro.

Carlos informou, ainda, que Mello vai pedir ao Supremo Tribunal Federal (STF) autorização para visitar Jair Bolsonaro na cadeia.

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