As multinacionais responsáveis pela distribuição de energia e gás na cidade de São Paulo, Enel e Comgás foram notificadas a prestar esclarecimentos sobre o incidente que provocou a explosão e a abertura de uma cratera na Rua da Consolação, na noite de 1° de março, no centro de São Paulo.
As concessionárias foram chamadas pela Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp), que instaurou um processo fiscalizatório para acompanhar o incidente. De acordo com a agência, fiscais estiveram no local, realizando vistorias e acompanhando os trabalhos executados pelas empresas responsáveis.
A Enel foi notificada para prestar informações sobre as causas do acidente em suas instalações e sobre a adoção de providências para a realização de vistorias. Já a Comgás foi notificada para realizar monitoramento técnico sistemático da presença de gás no entorno do local do ocorrido. Os trabalhos realizados pela Prefeitura de São Paulo e pela Companhia Ambiental do Estado (Cetesb) também são acompanhados.
“A Arsesp continuará acompanhando as investigações e buscando esclarecimentos sobre o ocorrido, notificando as concessionárias sempre que necessário e garantindo a segurança do local para quem transita pela região da Consolação. A Agência também tem mantido a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), órgão federal responsável pela fiscalização e regulação do setor elétrico, informada sobre o incidente”, informou em nota.
Empresas negaram responsabilidade após vistorias. Inicialmente, a Enel afirmou que “no local, há apenas cabos de energia, sem equipamentos como transformadores”, descartando qualquer responsabilidade pela explosão. Na ocasião, as equipes teriam apontado a presença de gás inflamável no local e acionaram a Comgás.
Já a concessionária de gás argumentou que foi mobilizada duas vezes para o endereço e que nenhum vazamento foi encontrado na rede de distribuição da companhia.
Em nota, a Comgás reforçou que colabora com a Agência Reguladora com o envio de todas as informações e laudos técnicos que negam a relação do gás natural com o episódio.
“A empresa reitera que vem atuando de maneira proativa e colaborativa com a concessionária de energia elétrica e órgãos competentes envolvidos, e segue com o monitoramento complementar iniciado há três dias a pedido da Agência. A Comgás permanece à disposição das autoridades para prestar os esclarecimentos necessários e oferecer todo o apoio técnico que estiver ao seu alcance durante a apuração do caso”, acrescentou.











