PCdoB condena ataque covarde de Trump à economia e ao povo cubanos

PCdoB pede toda a solidariedade a Cuba (Fotos: AFP - Divulgação)

Legenda condena a “tentativa explícita de aprofundar ainda mais o bloqueio”, agravando o “sofrimento cotidiano da população cubana, com impactos no transporte, saúde, produção de alimentos e serviços básicos”

O Partido Comunista do Brasil (PCdoB) emitiu nota condenando o ataque econômico da gestão Donald Trump contra a heroica Cuba, que vem resistindo ao bloqueio norte-americano há décadas.    

O partido condena a ação da administração Trump que “deu mais um passo decisivo no aprofundamento do estrangulamento econômico contra Cuba, política que o povo cubano corretamente vem denunciando como um genocídio econômico em curso”.

“Por meio de uma Ordem Executiva, o governo dos Estados Unidos, apoiado em alegações falaciosas e infundadas de supostas ameaças à sua segurança nacional, estabeleceu novos mecanismos tarifários para impedir o fornecimento de combustível à ilha, impondo tarifas punitivas a países que comercializem petróleo com Cuba”.

A legenda afirma que “é urgente e inadiável intensificar a solidariedade política, material e militante a Cuba e ao irmão povo cubano”

Leia a nota:

Nota do PCdoB: Pelo fim do genocídio econômico dos EUA em Cuba

No dia 29 de janeiro de 2026, a administração Trump deu mais um passo decisivo no aprofundamento do estrangulamento econômico contra Cuba, política que o povo cubano corretamente vem denunciando como um genocídio econômico em curso.

Por meio de uma Ordem Executiva, o governo dos Estados Unidos, apoiado em alegações falaciosas e infundadas de supostas ameaças à sua segurança nacional, estabeleceu novos mecanismos tarifários para impedir o fornecimento de combustível à ilha, impondo tarifas punitivas a países que comercializem petróleo com Cuba. Trata-se de uma tentativa explícita de aprofundar ainda mais o bloqueio, transformando-o em um instrumento de coerção contra terceiros países e violando frontalmente os princípios da soberania nacional, da autodeterminação dos povos e do direito internacional.

Essa medida representa um novo patamar da guerra econômica contra Cuba e se insere em um movimento mais amplo de revitalização da Doutrina Monroe, agora em sua versão trumpista do século 21: mais agressiva, abertamente coercitiva e orientada pela lógica da punição coletiva. Ao tentar sufocar Cuba energeticamente, Washington busca não apenas agravar o sofrimento cotidiano da população cubana, com impactos no transporte, saúde, produção de alimentos e serviços básicos, mas também criar artificialmente condições de instabilidade política, como parte de uma estratégia histórica de mudança de regime.

O que está em curso é a reafirmação de um imperialismo em crise e em relativa decadência, que reage à perda de hegemonia global intensificando práticas unilaterais, extraterritoriais e abertamente ilegais, sobretudo contra Cuba – que insiste em preservar sua soberania e seu projeto revolucionário. Cuba volta a ser escolhida como alvo exemplar dessa política de agressão punitiva, assim como outros países da América Latina e do Caribe que resistem à subordinação, como a Venezuela.

Diante desse cenário, é urgente e inadiável intensificar a solidariedade política, material e militante a Cuba e ao irmão povo cubano. Defender Cuba hoje é defender a soberania dos povos da América Latina e do Caribe. Defender Cuba é enfrentar a nova Doutrina Monroe. Defender Cuba é lutar contra o genocídio econômico imposto pelo imperialismo.

Cuba resiste.
Cuba vencerá.
E não está sozinha.

São Paulo, 30 de janeiro de 2026.

Executiva Nacional do PCdoB

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