Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad-Contínua) registrou aumento na taxa de desemprego no trimestre encerrado em fevereiro: 5,8%, totalizando 6,2 milhões de pessoas. “São comuns no início de ano”, diz IBGE
Após apontar sucessivos recordes nos níveis de ocupação, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad-Contínua) registrou aumento na taxa de desemprego no trimestre encerrado em fevereiro. A pesquisa foi divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (27).
A taxa de desocupação encerrou o mês passado em 5,8%, totalizando 6,2 milhões de pessoas. No trimestre comparativo (setembro a novembro), a taxa era de 5,2% e 5,6 milhões de pessoas procurando trabalho sem encontrar.
Segundo o IBGE, o aumento da desocupação foi influenciada “por perdas de vagas na saúde, educação e construção, que são comuns no início de ano”.
A pesquisa aponta que, apesar do aumento do desemprego na comparação trimestral imediatamente anterior, a taxa de fevereiro ainda é a menor para o período desde o início da série histórica da pesquisa, em 2012. Além disso, houve queda na comparação com igual trimestre de 2025, quando a taxa de desocupação era de 6,8% – representando 1,1 milhão de pessoas a menos procurando emprego.
A população ocupada registrada pela pesquisa foi de 102,1 milhões de pessoas, representando queda de 0,8% no trimestre e aumento de 1,5% no ano.
A taxa de subutilização, que soma desocupados, subocupados e desalentados, também cresceu, passando de 13,5% na pesquisa anterior, para 14,1% no trimestre encerrado em fevereiro.
A pesquisa ainda informou que o número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado foi de 39,2 milhões, estável com relação à comparação. Já o trabalho informal, que representava 37,5% dos ocupados, diminuiu. Entre setembro e novembro, eram 38,8 milhões, contra 38,3 milhões no trimestre encerrado em fevereiro.
O rendimento real habitual de todos os trabalhos (R$ 3.679) cresceu 2,0% no trimestre e 5,2% no ano.











