PIB cresce 2,3% em 2025 puxado pela agropecuária e indústria extrativa, informa IBGE

PIB do quarto trimestre de 2025 ficou praticamente estagnado (0,1%), com a indústria caindo 0,7%. (Foto: Agência Brasil)

Em valores correntes, o PIB de 2025 alcançou R$ 12,7 trilhões e a taxa de investimento recuou de 16,9% em 2024 para 16,8% em 2025. Indústria de transformação caiu 0,2% e os juros frearam o consumo das famílias

O IBGE (Instituto Brasileiro de geografia e Estatística) divulgou nesta terça-feira (3) o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) do país em 2025. O PIB encerrou 2025 com crescimento de 2,3%. Em valores correntes, o PIB de 2025 alcançou R$ 12,7 trilhões. As três atividades econômicas analisadas pelas Contas Nacionais Trimestrais do IBGE cresceram: Agropecuária (11,7%), Serviços (1,8%), Indústria (1,4%).

O PIB no ano passado foi menor do que o do ano anterior, quando cresceu 3,4% em 2024, uma desaceleração na economia que vem sendo afetada pelas elevadas taxas de juros do Banco Central, particularmente, a partir do segundo semestre, quando a Selic veio subindo de 10,5%, para os atuais 15% ao ano, mantendo o Brasil entre os países com os maiores juros reais (descontada a inflação) do planeta.

A taxa de investimento no ano foi de 16,8% do PIB, contra 16,9% em 2024. O PIB per capita chegou a R$ 59.687,49, com um crescimento real de 1,9% frente a 2024. Já a Formação Bruta de Capital Fixo, isto é, o volume de investimentos cresceu 2,9% em 2025, puxada pelo aumento da importação de bens de capital e pelo desenvolvimento de software, além da alta na indústria da Construção. Essas contribuições positivas compensaram a queda na produção interna de bens de capital.

Na Indústria, o destaque positivo foram as Indústrias Extrativas (8,6%) devido ao crescimento da extração de petróleo e gás. A Construção cresceu 0,5%, justificada pela alta da massa salarial real na atividade. Por outro lado, a Eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos apresentou variação negativa (-0,4%), influenciada pela piora relativa das bandeiras tarifárias em relação a 2024. Já as Indústrias de Transformação registraram variação negativa (-0,2%), principalmente, pela queda na fabricação de coque e derivados do petróleo; produtos de metal e bebidas.

Reprodução/IBGE

CONSUMO DAS FAMÍLIAS DESACELERA

O Consumo das Famílias cresceu 1,3% em relação ao ano anterior puxada pela melhora no mercado de trabalho, pelo aumento do crédito e pelos programas governamentais de transferência de renda. Entretanto, esta taxa representa uma desaceleração em relação ao crescimento de 2024 (5,1%) devido, principalmente, aos efeitos dos juros elevados impostos pelo Banco Central, inibindo o consumo e elevando a inadimplência das famílias brasileiras. O Consumo do Governo, por sua vez, cresceu 2,1%.

No setor externo, houve altas tanto nas Exportações de Bens e Serviços (6,2%) quanto nas Importações de Bens e Serviços (4,5%). Na pauta de exportações, os destaques foram: extração de petróleo; veículos automotores; agropecuária. Nas importações, destacam-se: outros equipamentos de transportes; máquinas e equipamentos; produtos químicos.

QUARTO TRIMESTRE

No quarto trimestre de 2025, o PIB ficou praticamente estagnado (0,1%) ante o terceiro trimestre de 2025, na série com ajuste sazonal. Os Serviços e a Agropecuária cresceram 0,8% e 0,5%, respectivamente. Já a Indústria recuou -0,7%. Pela ótica da despesa, houve crescimento no Consumo do Governo (1,0%), estabilidade no Consumo das Famílias (0,0%) e queda da Formação Bruta de Capital Fixo (-3,5%).

Entre as atividades industriais, houve queda na Construção (-2,3%) e nas Indústrias de Transformação (-0,6%). Por outro lado, as Indústrias Extrativas (1,1%) e a Eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos (1,5%) tiveram resultados positivos.

Nos Serviços, houve variações positivas em Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (3,3%), Informação e comunicação (1,5%), Outras atividades de serviços (0,7%), Administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (0,4%). Houve estabilidade em Atividades imobiliárias (0,2%), e resultados negativos em Comércio (-0,3%), Transporte, armazenagem e correio (-1,4%).

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