Protestos contra a agressão do governo de Netanyahu ao Irã se espalharam por mais de vinte cidades de Israel, incluindo Tel Aviv, Haifa e Jerusalém
As manifestações ocorreram, neste sábado (28/03), por iniciativa liderada por vários parlamentares e ex-membros do parlamento, a exemplo de Offer Cassif e Dov Khanin, em aliança com organizações antisupremacistas e de direitos humanos, como Peace Partnership, Standing Together, Peace Now e Women Wage Peace [Parceria para a Paz, Unidos pela Paz, Paz Agora e Mulheres Avançam a Paz].
Em Tel Aviv, com a coordenação da coalizão “Parceria para a Paz” (Peace Partnership), mais de 1.500 pessoas se concentraram na praça Habima e foram violentamente reprimidas e dispersadas pelas forças policiais, que agrediram os manifestantes, retiraram cartazes e detiveram ao menos 22 pessoas, informa o jornal Haaretz.
Em comunicado, a entidade afirmou que “os protestos civis em Israel estão se expandindo apesar da guerra”. “Cada vez mais cidadãos saem às ruas em todo o país e em todo o mundo, exigindo uma realidade diferente – o fim da violência dos colonos na Cisjordânia, o fim da ocupação, uma realidade de ordem política mais justa, democracia, e um futuro sem guerras intermináveis”, acrescenta o texto.
Os manifestantes entoaram frases como “não queremos mais guerras, os povos querem viver”, “não a um governo fascista” e “Netanyahu é um terrorista”. Entre eles, mais de cem pessoas portaram fotos de crianças mortas em vários conflitos perpetrados pelo governo israelense como os de Gaza, Irã e Líbano.
“A polícia dispersou violentamente 1.500 manifestantes que protestavam contra a guerra e o governo. Eles alegam que, por causa da guerra, não podemos nos manifestar contra ela. Não vamos desistir nem parar. Continuaremos lutando contra a guerra no Irã, contra a guerra no Líbano, contra a guerra em Gaza e contra os ataques de colonos na Cisjordânia”, afirmou Alon-Lee Green, codiretor do grupo ativista “Unidos pela Paz” (Standing Together).
Na mesma publicação, o ativista compartilhou vídeos mostrando policiais usando força contra os manifestantes. As imagens mostram agentes empurrando os presentes, arrancando cartazes, gritando e derrubando pessoas no chão. “A violência desmedida da polícia em Haifa e Tel Aviv, as agressões contra homens e mulheres na faixa dos 70 anos é o perigo que enfrentamos em Israel”, denunciou.











