Produção industrial cresce em 11 dos 15 locais pesquisados em fevereiro

Foto: José Paulo Lacerda/Agência CNI

Na comparação com fevereiro de 2025, a indústria recuou 0,7%, com nove dos 18 locais pesquisados registrando queda na produção. Taxas de juros elevados reduziram o crédito e os investimentos, “arrefecendo a produção industrial”, diz IBGE

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou na quinta-feira (9) os resultados regionais da Pesquisa Industrial Mensal, mostrando que 11 dos 15 locais pesquisados tiveram resultados positivos na produção industrial entre janeiro e fevereiro.

O resultado geral da produção industrial no período foi de crescimento tímido, de 0,9%. Compondo com os resultados de janeiro, a produção acumula crescimento de 3% nos últimos dois meses, eliminando a perda acumulada de 2,3% entre setembro de dezembro de 2025.

As indústrias do Espírito Santo (+11,6%) e Rio Grande do Sul (+6,7%) interromperam meses de queda consecutiva e foram as regiões que tiveram maior crescimento no período. Bahia (3,2%), Pará (2,7%), Ceará (2,5%), Amazonas (1,7%), Santa Catarina (1,0%) e Região Nordeste (1,0%) também registraram avanços maiores que a média nacional. Pernambuco (0,6%), São Paulo (0,5%) e Rio de Janeiro (0,2%) completaram as regiões com resultados positivos, embora abaixo da média.

Por outro lado, Mato Grosso (-0,9%) e Goiás (-0,8%), Minas Gerais (-0,3%) e Paraná (-0,1%) registraram resultados negativos no mês de fevereiro de 2026.

Apesar da reação na comparação mensal, a produção nacional apresenta queda de 0,7% em relação a fevereiro de 2025, com nove dos 18 locais em retração.

Bernardo Almeida, analista da pesquisa pelo IBGE, avalia que as altas taxas de juros ainda tem grande impacto sobre o setor produtivo, impedindo uma reação mais forte do setor.

“Temos uma política monetária contracionista com taxas de juros em patamares elevados, estreitando e encarecendo as linhas de crédito, reduzindo investimentos e arrefecendo, assim, a produção industrial”, explica o analista.

O indicador acumulado nos últimos doze meses avançou 0,3% em fevereiro, ainda positivo, mas “assinalando perda de ritmo frente aos resultados dos meses anteriores”. 

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